vemos a beleza assim

Publicado no insuspeito jornal de Madrid, como se comprova pelo link. Sem mais comentários...
Transparente
Até ao momento, La Féria não enviou para câmara do Porto nenhum documento que garanta os apoios recolhidos junto de bancos e empresas do norte
Claríssimo
A proposta apresentada por Filipe La Féria para a exploração do Teatro Municipal Rivoli, no Porto, não inclui qualquer documento comprovativo da disponibilidade de entidades bancárias, tais como a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium BCP, para apoiar o projecto, tal como foi assegurado pelo produtor na sua proposta escrita
Omo (branco mais branco não há)
Contactados pelo Expresso, quer o BCP, quer a Caixa Geral de Depósitos não confirmam as alegadas disponibilidades para apoiar o projecto de La Féria, explicando que o sigilo bancário não lhes permite tecer comentários sobre negócios com os seus clientes
Em contrapartida, as restantes candidaturas, nomeadamente a da Plateia – Associação de Profissionais de Artes Cénicas, apresentava documentos que davam garantias de todos os apoios com que contava, além de preencher os 22 requisitos exigidos pela autarquia. A candidatura de La Féria é omissa em pelo menos oito dessas exigências
Fonte: Expresso
Isto é que é ter coragem!

Sigo atento a tudo o que, publicamente, se relaciona com Maria José Morgado e a cruzada que abraçou chamada Apito Dourado. Por exemplo, a notícia de hoje do CM de que a procuradora vai ouvir Dias da Cunha. Nada de anormal, diria, se a justificação não fossem as declarações de Marinho Neves, que revelou ter sido informador do então presidente do Sporting. Confessou que dizia a Dias da Cunha, com antecedência que podia chegar a 15 dias, quem eram os árbitros que iriam dirigir os jogos do Sporting e que procedimento teriam, chegando ao pormenor dos jogadores que iriam ser alvo de coacção ou até expulsão. O que me espanta é que Maria José Morgado chame Dias da Cunha, o pagante, e não o informador… Para a justiça, quer-me parecer, será mais importante saber como, quando e porquê Marinho Neves tinha todas aquelas informações. Dias da Cunha poderá dizer “sim, é verdade, paguei-lhe para me dar informações”. Para quê? O Sporting já o admitiu…
Daí a sensação de que tudo continua na mesma, ou seja, a única coisa que interessa no Apito Dourado é a exposição pública e atingir um alvo específico. Só isso explicará a histeria em torno da decisão do Sportugal de publicar o despacho com que Maria Morgado reabriu processos já mandados arquivar. Qual é o problema? Se o despacho de um juiz, a reabrir um processo, não é público, então como pode saber-se que o processo foi reaberto? Ou será que Morgado não estava assim tão segura da decisão e seria mas fácil voltar atrás se estivesse em segredo (que não era o de justiça, de certeza absoluta). Já agora, por que razão Morgado – e o próprio Ministério Público – não mandaram revistar as redacções dos jornais, sites, rádios e televisões que revelaram pormenores não só das escutas como dos depoimentos dos arguidos e testemunhas, que, esses sim, supostamente deveriam estar em segredo de justiça? E não se diga que tudo se passou antes da Morgado tomar conta do processo. É que foi ela quem ouviu a senhora Carolina e as pretensas declarações da senhora ex-Pinto da Costa foram feitas precisamente à senhora procuradora…



Mais do que ler o livro da Carolina, diverti-me a ler as reacções aos excertos publicados e às entrevistas que a senhora deu na TV (TODOS os canais) antes de encerrar o falatório, anunciando que agora só vendia os livros. Os inteligentes, obviamente, centraram a atenção na agressão a Bexiga. Os outros… pela enésima vez, redescobriram a razão porque o Benfica não ganha campeonatos. Não, não é porque o clube foi anos a fio mal gerido; não, não é porque a política de contratações é errada; não, não é porque as estruturas de apoio, épocas a fio, eram formadas por pessoas que se serviam do clube e não que serviam o clube. Não! A razão única da desgraça benfiquista está no facto de Pinto da Costa comprar árbitros…
O povo diz que mais cego do que o não vê é aquele que não quer ver. Digo mais: se é verdade que ao tempo do “consolado” da Carolina, que coincide com as épocas 2002/03 e 2003/04, o presidente do FC Porto “viu-se obrigado” a comprar árbitros para ganhar, então alguém mais andava no “mercado”. Recorde-se a diferença da qualidade do futebol então praticado pela equipa de Mourinho (que venceu a Taça UEFA e a Liga dos Campeões) e os outros em Portugal. Em situação normal, ninguém acreditaria que o FC Porto precisaria de comprar favores; quando muito, ver-se-ia obrigado a garantir a neutralidade. Sendo assim, onde estão os outros?
Nova Iorque outra vez, lê-se aqui