13 abril 2006

Pecados - Dia 1

1º pecado: Li de manhã os jornais
2º pecado: Vi o "Dr. House" na Fox depois de almoço
3º pecado: estou na net
(Assim é difícil, são muitos vícios juntos para largar. Nem sei por qual começar. Pode ser que encontre alguma pista amanhã nos jornais; ou então, quem sabe, talvez um documentário educativo na TV; se não encontrar, dou uma volta na net, alguma coisa haverá de me iluminar, mesmo nos antros do pecado)

Proceda-se em conformidade

“Passar demasiado tempo a ler jornais, a ver televisão ou a navegar na Internet são alguns dos novos pecados anunciados pela Igreja Católica”
(PortugalDiário)

10 abril 2006

Cavaco dixit

Não, não se trata do Aníbal, que "desapareceu" desde que foi eleito presidente da República, mas sim do Manuel, o actor, excelente, que Portugal teima em não reconhecer. Deu um boa entrevista à Notícias Magazine no passado domingo.
Transcrevo três frases de quem sabe o que diz:

  • “A solidão é o tédio”
  • “A liberdade é mais importante do que a democracia”
  • “Fui educado para ser suficiente no meio dos bons e não o bom no meio dos medíocres”
Sem comentários...

08 abril 2006

Definitivamente

"A vida não é feita dos momentos em que respiramos, mas dos momentos que nos tiram a respiração"

(Will Smith, "Hitch")

07 abril 2006

Fede mesmo (A Quinta da China)

No dia 5, deixei aqui as minhas dúvidas sobre o negócio da Quinta da China (repito que não sei se será bom ou não para o local) pela forma como foi anunciado. Recordei o afastamento de Paulo Morais da candidatura de Rui Rio. Pelos vistos, os odores que me chegaram terão razões de existir. Leia-se esta explicação de José Pulido Valente em A Baixa do Porto. Esclarecedor...

Quinas IV

"Felizmente, há momentos em que nem eu me levo a sério"

Direito de não gostar

Em 1996, acompanhei o FC Porto a Itália, onde defrontava o Milan. No S. Siro, fui com um amigo ao bar por cima da bancada e pedimos cerveja. O barman perguntou se éramos portugueses e, perante a resposta, fez uma cara desconsolada, dizendo que não tinha cerveja de qualidade. Vendo o nosso espanto, explicou: "É que vocês têm a melhor cerveja do mundo, a Superbock". Serviu-nos "o que havia", acrescentou que era visitante frequente de Portugal e, quando nos despedimos, disse-nos (mais coisa menos coisa): "O Porto vai ganhar e eu vou torcer por isso". Olhámos, desconfiados. Ele riu-se... "Eu sou do Inter e quero que esses (nem se dignou dizer o nome do inimigo) percam sempre. Forza Porto".

Foi em Milão, poderia ser em Roma, em Londres, Madrid, Glasgow... Sempre que temos conhecimento destas histórias, sorrimos e achamos normal. Quando se trata de Portugal, não. Se o jogo é contra um clube estrangeiro, os benfiquistas devem apoiar o FC Porto e vice-versa. Não só é treta como contranatura. O direito de não gostar deve ser respeitado... Um portista não deixa de querer que o Benfica perca só por causa do nome do adversário. Quer que perca SEMPRE! E vice-versa. Isto é que é natural.

06 abril 2006

Denúncia


Lago da Praça da Batalha



O Lago foi construído e a manutenção ficou sob o encargo da natureza, que ali deposita (e renova...) a água quando chove. Entretanto, de vez em quando, alguém que por lá passa lança-lhe um dejecto, para compor o quadro. Imagine-se o cheiro quando chegar o sol do Verão.

...

Bancada Norte






Upssss

05 abril 2006

O iluminado

“Só o voto de qualidade do presidente da Assembleia Municipal do Porto, José Pedro Aguiar Branco, permitiu a viabilização, anteontem à noite, da proposta que permite a abertura do concurso para a recuperação e exploração do mercado do Bolhão. Com o plenário dividido - 27 deputados da coligação PSD/PP votaram a favor; 27 deputados da Oposição (PS, CDU e BE) votaram contra -, o presidente da Assembleia foi decisivo para dar luz verde ao documento apresentado pela autarquia”

(JN)


Metade dos eleitos pensa de uma maneira, a outra metade (exacta) pensa de outra, antagónica. Dá empate. O Senhor Presidente da AM acha que não é necessário mais esclarecimentos. Num assunto de grande importância para a cidade, o empate nada significa. “Proceda-se como manda o governo da cidade, que eu assim decido”. O iluminado, sem dúvidas e com todas as certezas, ordenou…

Denunciar é preciso

O Portuense publica umas fotos denunciando o "contributo" de uma determinada instituição para a fama de cidade suja que o Porto tem. É um acto de coragem que proponho seja seguido por quem, percorrendo os caminhos da blogosfera, está disposto a dar um contributo para a melhoria desta cidade que dizemos ser nossa.

A proposta é a criação, em cada blog, de uma rubrica onde se denunciem, por imagem ou texto, situações inconcebíveis ou que exijam imediata intervenção (por má cidadania ou simples deterioração). Não tenho a pretensão de que este meu pequeno espaço seja decisivo, mas outros, pela notoriedade que atingiram, obrigarão quem de direito a agir, porque esse é o objectivo da denúncia e não a acusação gratuita.

Fica a proposta, para quem entender assumi-la, e desde já a abertura deste espaço a quem, não tendo outro lugar onde denunciar, o faça a partir daqui. Basta mandar um email – nandoroger@gmail.com – que a sua/nossa denúncia será feita

Fede

“A urbanização da Quinta da China, do grupo Mota-Engil, vai ser executada. A Câmara do Porto faz marcha-atrás e revogou, ontem de manhã, a decisão do ex-vereador do Urbanismo, Paulo Morais, que indeferiu o pedido de licenciamento da operação de loteamento”

(JN)

Admito que a nova urbanização seja boa para a cidade – embora suspeite que será, sobretudo, para o promotor e os privilegiados que tiverem poder de compra para lá viver -, mas, depois de tudo o que se passou antes das autárquicas com o afastamento de Paulo Morais da listas de candidatura, que a coisa parece feder, parece.

Um dia será correspondente

A minha amiga Sofia andou por Londres e enviou provas. Bom gosto. Já o tinha feito quando passou por Amesterdão. É candidata a correspondente internacional cá do sítio. Um luxo. Thanks , madeirense.

03 abril 2006

A Baixa

Hoje, domingo, fui de manhã até à Baixa, desfrutando do bom tempo com um passeio higiénico (para a minha mente) por Santa Catarina. E aconteceu! Aos poucos, fui ouvindo o sotaque brasileiro, a inconfundível pronúncia espanhola e provavelmente umas quantas línguas de Leste, que não sou capaz de diferenciar. Não foi um exemplo nem dois, foram muitos, desde o Via Catarina até à FNAC e, às tantas, percebi: nós não damos à nossa Baixa a importância que ela merece mas os nossos imigrantes (sim, com i, porque vieram) dão. E desfrutam dela, como nós pouco fazemos.

30 março 2006

Além de Lisboa?

"O presidente da Câmara da Chamusca, sem dinheiro para mandar cantar um cego e obrigado a vender umas velharias que encontrou na poeira dos armazéns, é bem o símbolo do Portugal falido que vai avançando, feliz da vida.
De cofres vazios, o secretário de Estado do Desporto acaba de travar a construção de uma pista de remo para Aveiro, já aprazada com responsáveis (?) da gestão anterior. Ainda por cima, o remo cansa, caramba.
Mas enquanto uns andam às caixas das esmolas, outros vivem à grande. As autarquias do Porto e de Gaia vão gastar 2 milhões de contos numa ponte pedonal, que faz imensa falta. Quantos países é que temos, afinal?"

(editorial do jornal “Record”, assinado por Alexandre Pais, na edição de papel)

1º pormenor: a comparação, inevitável, tinha que ser o ""despesismo" do Porto
2º pormenor: é claro que dois milhões de contos é muito dinheiro se gastos no Norte, mas dez vezes mais numa ponte sobre o Tejo para Lisboa nem sequer é referível
3º pormenor: os gajos (como se diz no Porto) do Norte dão cabo da pasta toda a nação e por isso a pobre Câmara da Chamusca anda a mendigar trocos
4º Por maior: este senhor, que dirige um jornal de Lisboa, não é indigente. Sei o que me está apetecer chamar-lhe, mas a educação que os meus pais (do Norte) me deram não o permite. Por isso, fico pelo ignóbil. Mas sob protesto, porque me apetecia escrever um palavrão...

Benefícios do capital

“Tudo o que havia para arrendar, está arrendado. Os trabalhadores espanhóis esgotaram a oferta, pelo menos por um ano". Agostinho Viana, director comercial de uma empresa imobiliária localizada em Mafamude, Gaia, garante que a construção do centro comercial da cadeia espanhola El Corte Inglés contribuiu para bons negócios no mercado das casas”

(JN)

O capital, por si só, não prejudica ninguém. O que e preciso é regular a sua aplicação, porque, bem aplicado, gera mais capital. O resto são cantigas de mal-dizer

A culpa é dos pais

“Uma professora foi, ontem, agredida por um aluno, de 15 anos, dentro da sala de aula na Escola EB 2/3 do Cerco, no Porto. A docente de Língua Portuguesa terá levado um soco na cara, ficando com um hematoma, e teve de ser assistida no Hospital de S. João, no Porto. O estudante foi suspenso preventivamente por cinco dias e vai ser alvo de um processo disciplinar”

(JN)

Já o defendi e repito, é tempo dos pais serem responsáveis, criminalmente, pelo que fazem os filhos até terem idade para serem judicialmente culpabilizáveis. Educar é, em primeira instância, uma tarefa dos pais. A escola só complementa e não o contrário.

Humano

Estive em



cultivando a




Passou e estou

23 março 2006

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Bancada Norte

Afinal, no Dragão, o penalty que ficou por marcar não o era, porque o lance foi fora da área. Era falta na mesma, por isso o árbitro errou, mas o erro deixou de ser capital. Acreditem. Amanhã toda a gente vai falar nisto, para confirmar ou contestar. Fico a ver...

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Bancada Norte

FCPorto-Sporting, 1-1 (5-4). O Dragão conquistou um lugar na final da Taça de Portugal. O estardalhaço que Paulo Bento fez no final do encontro estaria legitimado por um penalty não assinalado contra o FCP, por mão de Pepe, mas creio haver um outro contra o SCP, que passou despercebido, por carga de Tonel a Adriano. Mas Bento assobia ainda mais por causa da expulsão de Caneira... Melhor seria se o fizesse contra o próprio jogador, que justificou o amarelo que lhe foi exibido e se foi expulso foi porque era o segundo. Neste assunto específico, foi salomónico (e bem) o árbitro, mostrando amarelo a todos. Aliás, se alguém pode queixar-se dos cartões é Bosingwa, que foi expulso por uma falta que não cometeu, já que não tocou no adversário. De resto, realce para a atitude dos portistas, que não baixaram os braços depois do golo de Liedson, partindo à procura da recuperação que mereciam. Afinal, o Sporting, que Bento diz ter justificado a eliminatória, defendeu muito e tentou aproveitar os erros do adversário, situação de que é bom exemplo o golo. O FCP foi, quase sempre, uma equipa construtiva, por isso, digo mais merecedora da vitória. Finalmente, e depois da classe que vem demonstrando após o frango na Luz, será que Baía vai voltar ao banco, agora que Helton está recuperado?...

22 março 2006

Tumores

O 25 de Abril gerou os seus tumores e, infelizmente, temos de viver com eles. Talvez seja melhor dizer, viver apesar deles, e sem jamais os esquecermos, porque, sendo produto da revolução, podem também servir para nos mostrar que o regresso ao passado seria uma catástrofe. Entretanto, eles vão fazendo figuras destas…

“O PSD Madeira prepara-se para acabar com as comemorações do 25 de Abril na região. Jaime Ramos, líder parlamentar dos sociais-democratas madeirenses, apresentou um requerimento à Assembleia Legislativa no sentido de este ano não haver sessão comemorativa da Revolução de 1974, simplesmente por ‘não ser oportuno’. PS, PCP e BE discordam da posição, mas pouco há a fazer, perante a maioria absoluta.
E o PSD Madeira pode mesmo não retomar as comemorações no futuro. Já no ano passado Alberto João Jardim admitia a extinção da sessão, argumentando com ‘a falta de nível’ das intervenções da oposição. Segundo o líder madeirense, ‘o 25 de Abril merece outra dignidade que não aquela cagada’"

(DN)

Como diria o meu avô, eles acham que têm o rei na barriga, mas o tempo dos reis acabou no início do século passado.

Culturporto "versus" Executivo CMP

O Executivo da CMP discutiu ontem o orçamento da Culturporto, responsável pelo Rivoli, um dos pontos mais activos da cultura do Porto. Entre as críticas à considerada passividade da administração, acusada de preferir receber a produzir espectáculos, nada de novo foi acrescentado, a não ser o facto do orçamento ter sido reduzido, aparentemente uma constante dos últimos anos. Fica, contudo, um "pormenor" das informações que vieram a público: a pergunta de Miguel von Hafe, que questionou a razão de o gabinete da presidência dispor de 550 mil euros para publicidade e a Culturporto de, apenas, 48 mil euros?
Quem souber que me explique de que publicidade necessita o gabinete da presidência para usufruir de uma verba mais do que duas vezes superior à de uma instituição que tem como um dos objectivos principais a divulgação da cultura. Claro que, em chegando ao momento certo, assim é mais fácil a reeleição. No mínimo, é uma das explicações…

Poesia

Ontem foi o Dia Mundial da Poesia. Faltei e, como penitência, realço o "poema" humorístico que li aqui, no Kosta de Alhabaite, e que reproduzo com a devida vénia...

Se o Mário Mata,
a Florbela Espanca,
o Armando Gama
e o Jorge Palma,
o que é que a Rosa Lobato Faria?
E, já agora:
Talvez a Zita Seabra para o António Peres Metello...

19 março 2006

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Bancada Norte

Rio Ave-Benfica, 0-1. Os de Vila do Conde fizeram muito para não perder e pouco para ganhar. Os da capital atacaram, atacaram, atacaram e... falharam, falharam, falharam. Resultado: Paraty anulou um golo limpo ao Rio Ave e, pouco depois, validou outro ao Benfica. Era 1-1, ficou 0-1... Pois!

Obrigado

Estou de parabéns. Não por ser pai, mas por ser pai da Inês (hoje, pôs-me a ouvir Duke Ellington e está a escolher uma receita para EU cozinhar, do livro que também me ofereceu). Beijo

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Bancada Norte

FCP-Paços de Ferreira, 3-0
. O homem está a levar a sua avante. E também está na Taça. A continuar assim, alguém vai ser obrigado a admitir que Co é bom.

"A" redacção

Momento ímpar da literatura juvenil. Imperdível, no Tá de Chuva II, aqui

18 março 2006

A Norte nos lixamos

“Norberto Alves exemplificou com o custo do passe do metro+autocarro , que no Porto custa 28,85 euros e em Lisboa 25,35 euros. Comparando o custo de igual título mas para as áreas metropolitanas, o MUT destacou que, no Porto, ele custa 87,80 euros ao passo que, em Lisboa, orça em 48,20 euros

(JN)

Perfume do charco

“Os serviços de inspecção tributária da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) informaram ter sido cumprida a lei fiscal em todos os actos e procedimentos da actividade da Sociedade Euro 2004, S.A, constando-se ainda que o organismo ficou 'credor do Estado'"
(DE)

O charco da sociedade, como é tratado desde que se tornou politicamente correcto falar mal do futebol, afinal não deita apenas pestilência, embora o que de bom por ali se faz não mereça espaço na Imprensa “de referência”. O Euro’2004 não foi uma fatalidade, foi uma oportunidade criada pelos do futebol que os da política não quiseram ou não souberam aproveitar. E tinham obrigação de o fazer!

06 março 2006

Vai no Batalha








"O cinema Batalha recebe na próxima sexta-feira o seu primeiro grande espectáculo, mas a inauguração oficial continua adiada. A iniciativa servirá para testar afluências e equipamentos para uma abertura definitiva ainda antes do final do corrente mês de Março"
(PJ)

Também se podia ler declarações da D. Laura, a presidente da Associação de Comerciantes, dizer que a lotação estava esgotada. Não faz mal, a gente guarda-se para quando abrir a sério. Que seja mesmo para breve

Um Metro que rende

"O título Andante, pela sua vertente reutilizável, poupou a vida a 487 árvores e evitou a utilização de 40 mil litros de água, que serviriam para fazer mais papel para bilhetes. O metro já economizou dois milhões de horas nas deslocações casas/trabalho, fez com que 2500 veículos deixassem de estacionar, diariamente, no centro do Porto, e evitou a emissão de 11 mil milhões de partículas poluentes, provenientes da circulação rodoviária. Trocado por números, um estudo elaborado pela empresa TIS sustenta que os benefícios sociais e ambientais do metro do Porto já ascendiam, a meio do ano passado, a quase 63 milhões de euros"
(PJ)

A isto chama-se dinheiro bem gasto. Agora, os senhores do costume que deixem de meter a mão ao bolso e permitam que a gestão seja feita por quem entenda do assunto e rentabilize ainda mais (de preferência baixando o preço para os utentes) um transporte que é uma indiscutível mais-valia para a região. Ainda por cima - claro, é de superfície -, o nossso Metro (eléctrico, chamem-lhe o que quiserem) é bonito e passa por estações lindíssimas.

Foz


Hoje de manhã, aproveitei o excelente tempo e fui apanhar ar para a Foz. Estava linda!

Leia, S.F.F.

Vale a pena ir aqui e ler o post "Um Site Municipal Não Deve Fazer Política!". O Sr. Rio tarde ou nunca aprenderá.

04 março 2006

Tachos

"O grupo de trabalho criado pela Câmara de Matosinhos e Associação Empresarial de Portugal (AEP) para negociar o futuro da Exponor já iniciou os primeiros contactos, disse à agência Lusa o vereador Nuno Oliveira. "Estamos a trabalhar na definição da metodologia a adoptar nesta fase negocial. Temos de partir muita pedra, mas a nossa expectativa é de grande confiança", disse Nuno Oliveira, que lidera a equipa da autarquia integrante do grupo de trabalho, chefiado na parte da AEP por Couto dos Santos"
(JN)

Talvez este senhor saiba e antecipe aqui
"Falou da questão nuclear do Irão, da visita de Bush à Índia, da política do Governo para a Educação, do Fórum Novas Fronteiras, da co-incineração, da construção da nova ponte móvel em Leixões, dos arrumadores de Matosinhos e acabou alimentando o tabu sobre uma eventual candidatura à distrital do Porto do PS. Pelo meio, uma série de 'recados'. Ao quarto programa, Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos, está à vontade na pele de comentador. Matéria prima não falta. Opiniões também não. Aos microfones da Rádio Clube de Matosinhos"
(JN)

Eles arranjam sempre tacho e forma de controlar o "seu" destino. O pior de tudo é quando alguns (ignorantes? pedantes? simples idiotas) chamam jornalistas a comentadores destes (e outros idênticos) e clamam pela falta de isenção na Comunicação Social portuguesa. É só rir...

Critérios

A minha busca foi intensa, embora admita que um qualquer recanto possa ter-me passado despercebido. Ainda que tenha acontecido, não entendo. Durante toda a semana, li das mais brilhantes às mais estúpidas opiniões sobre o destino fatal do sem-abrigo, barbaramente assassinado na minha cidade. Li sobre sociedade, sem-abrigo, homossexualidade, pobreza, exclusão, justiça, menoridade, responsabilidade, culpas, sentenças... Era óbvio o interesse que o assassinato despertara, pela vítima e pelos autores. Hoje, os jornais dão conta de um outro assassinato, o de uma criança de menos de três anos, que não resistiu aos maus tratos da ama e, eventualmente, do marido (ou companheiro ou lá o que seja). Aparentemente, o crime da criança foi o de chorar...
Estou chocado pelo crime, mas também pelo silêncio que ensurdece em toda a blogosfera. Qual é a diferença? A vítima não é um sem-abrigo indefeso? Não, é uma criança indefesa! O crime não foi cometido por 13 crianças/adolescentes, capazes de distinguir o bem do mal? Não, foi por um (dois) adulto(s) capazes de distinguir o bem do mal. Qualquer dos casos é hediondo, exige análise e discussão, por mais embaraço que provoque à condição de ser humano de que alguns, por vezes, se desviam. O pior de tudo é que bastaria que as televisões tivessem dado um pouco de antena a este crime e certamente apareceriam por aqui muitos "opinion makers" a ditar sentenças, como se estivessem em frente a uma câmara.

02 março 2006

Trabalho por fazer

"Rios do Grande Porto são dos mais poluídos; Região regista o maior número de incêndios no país"
(SIC)

Para quando olhar isto de frente a atacar de facto os problemas. Uma sugestão: durante dia, trabalha-se em prol da região e resolvem-se os problemas; à noite, bebe-se um copo e conspira-se...

Fórum, o momento

"O Porto é a cidade anfitriã do Fórum de Assuntos Sociais que arranca hoje na Casa do Infante. Em foco estarão fenómenos relacionados com a exclusão social, segurança e reabilitação urbana. Identificar práticas e projectos de coesão social é o objectivo"
(Primeiro de Janeiro)

Depois do assassinato do sem-abrigo nesta nossa cidade, o local e o timing para este fórum não podiam ser mais exactos... desde que o assunto seja discutido e se tirem ilações de facto sobre o que fazer no futuro. E que algo de positivo seja posto em prática! Assobiar para o lado é que dá em nada...

Dignidade?

"A Direcção Regional do Porto do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) demitiu-se em bloco em consequência da solução encontrada para o problema do Túnel de Ceuta, no Porto"
(Visão)

Aparentemente, alguém pensou na dignidade em todo este processo...

01 março 2006

Lento






Não é treino de uma nova versão do Karate Kid, mas apenas o início de uma imobilização que se prolonga até perto do ombro, para sarar os efeitos de uma queda que se revelou nada saudável para o cotovelo. Enfim, na véspera de Carnaval, na vez de vestir o fato de super-homem, experimentei o voo das escadas em queda livre e a coisa correu mal. Eis o porquê da ausência e da lentidão do que fizer nos próximos dias.
Como os olhos estão bons, ficarei por aqui a observar. À espera que braço se cure.

26 fevereiro 2006

Pontapé da sorte

Não merecia o Vítor aquele golpe da (má) sorte, logo nesta altura que experimentava a maldita sensação de ser titular com o estatuto de suplente. Os companheiros também não ajudaram. Um golo (que bem poderiam ter marcado) chegaria para o empate e o Vítor seria absolvido por aquela outra defesa espantosa que fez na segunda parte. Não serviu para nada. O FC Porto perdeu porque o Vítor deixou que aquela bola chutada de tão longe entrasse na baliza. Enfim, os grandes também sofrem e até aí sabem marcar a diferença. O Vítor marcou, ao assumir no final, na TV, as culpas do golo. O Vítor Baía, claro!

Tarde... adiante



24 fevereiro 2006

...

Tentei passar pelo meio, fazendo de conta, pelo incómodo do facto. Ultrapassei a leitura das notícias, a audição das rádios, até as reportagens da TV. Só não fui capaz de manter o sossego quando alguém disse... “estava-se mesmo a ver, é normal”.
Recuso a conclusão, mesmo em jeito irónico, porque, como ser humano, jamais entenderei como “normal” ou “estava-se a ver” o assassínio de quem quer que seja às mãos de 12 jovens, alguns ainda crianças. Estive atento às reacções, surpreendi-me com algumas análises, apreciei ideias extremistas, do género “são delinquentes, façam-lhes o mesmo” ou “são crianças, não sabem o que fazem”. Entendo-as como reacções de quem não merece crédito, de importância nula.
Problema é não ter lido nem ouvido, ainda, falar em sinais, nem quem quer que seja dispondo-se a interpretá-los, com distanciamento. É disso que espero agora, a bem da sociedade. O resto deixo com a Justiça e não me apetece (nunca me apetece) fazer julgamentos. Deixo isso para os juízes...

22 fevereiro 2006

Há vida na Batalha

Passei pela Praça da Batalha e encontrei movimento dentro do cinema. Observei com atenção, porque espero com alguma ansiedade a abertura do que prometeram ser um novo espaço de qualidade na cidade. As obras, pelo menos, estão a ser feitas neste belíssimo edifício


No mínimo, espera-se que, ao seu estilo, fique tão bem recuperado quanto o edifício dos correios, no prédio contíguo e que é de facto um "bibelô" que ajuda a embelezar uma praça. É óbvio, como podem verificar...


O problema é quando se dobra a esquina (é redonda, mas que outro nome lhe dar?) para o outro lado. É a desolação absoluta. Incrível o estado a que chegou algo que tem o seu quê de histórico em pleno centro da cidade...



O que antes era frequentado pelo "ratos" do cinema é agora, provavelmente, habitat de ratazanas amigas do lixo. E pior é que é fácil recordar momentos grandiosos que esta sala conheceu e que justificavam o símbolo que todos na cidade conhecíamos.



Olhando tanta degradação, e tardando soluções que me parecem já não existir, pense-se até no golpe fatal, mas quem de direito que pense em algo, porque o que se passa hoje com o Águia Douro (o cinema, mas também o antigo café).

Casa do Infante

Dez anos depois de me terem dito que a planta da minha casa, por demasiada antiga, não mais poderia ser encontrada, alguém me avisou que bastaria passar pela Casa do Infante, fazer o pedido, que ela haveria de aparecer. Segui o conselho...

Desci a rua e vi a placa














Entrei e, na portaria, de uma forma simples e educada, foi encaminhado para o local onde deveria fazer o pedido. Segui as indicações, espantado com a beleza do edifício.
Passei, por exemplo, por estas "pedras"


A beleza e a limpeza do local condizem na perfeição com o pessoal que ali trabalha. Fui atentido com competência pouco habitual e com a delicadeza de quem sabe o que faz e para quem. Jamais acreditaria, não fosse minha a experiência, estar num serviço público, neste caso municipal. Para que fique registado: o pessoal que labora na Casa do Infante presta um serviço público de qualidade!!!
Terei que lá voltar, quando me telefonarem a dizer que posso levantar a planta (sim, disseram que me avisavam e acredito piamente que o farão), e vou pedir o livro de reclamações. É que um cidadão habituado à normalidade pode ter sérios problemas perante tanta competência e delicadeza...
Este mundo que deveria ser normal e é excepção encontra-se por detrás desta porta


21 fevereiro 2006

Fantas...

O Fantas já faz exibições. Começou, sem a pompa que a circunstância exigiria, mas com a qualidade mínima que um dos mais importantes festivais de cinema da Europa exige. Podia ser melhor se houvesse mais dinheiro, mas o senhor(?) presidente da Câmara do Porto deve olhar para o certame como uma simples de brincadeira de quem gosta de cinema. Num país que aposta nos serviços e que há décadas diz que a melhor forma de o rentabilizar é no turismo, deixa-se sem meios um festival que teve a primeira edição em 1981 (a data e o evento estão registados como importantes no site da Câmara, o presidente ainda não deve ter reparado...) e onde estrearam alguns dos melhores filmes de sempre e por onde passaram vários dos maiores realizadores da história do cinema. Enfim, mesmo contra a opinião de quem devia ajudar, o Fantasporto está a decorrer e só encerra no dia 5 de Março... Vamos ao cinema.

17 fevereiro 2006

Subscrevo

LIBERDADE?

"Hoje levantei-me cedo. Fui ler os jornais e os blogues do costume. É distracção minha, ou não estão convocadas manifestações de solidariedade em frente ao 24 Horas? No momento em que, pela primeira vez em trinta anos de democracia, um jornal português é alvo de rusga policial, onde páram os estrénuos defensores da liberdade de expressão? Acaso supõem que ela é indissociável de uma imprensa livre? Que é feito dos blogues de causas? E da indignação bem-pensante? Eu percebo. O 24 Horas não é dos «nossos». Nós somos todos muito finos para nos preocuparmos com jornalismo marron. Mas e o senhor Presidente da República? Desta vez não considera que estejam em causa direitos fundamentais?"

Isto pode ser lido aqui no "Da Literatura" e eu subcrevo por inteiro, penitenciando-me, contudo, pelo tardio do post

16 fevereiro 2006

(A)normalidades

Roubo I - Precoce

"Um rapaz de 15 anos foi apanhado a conduzir um autocarro em Veluwe, Amsterdão, alguns meses depois de ter roubado o primeiro e ter feito a ronda, apanhando passageiros pelo caminho, segundo o site noticioso alemão Expatica. (...) Em Novembro de 2005, o rapaz apoderou-se de outros autocarros, em três ocasiões diferentes, fazendo sempre a ronda.
Motoristas de autocarros estão admirados pelo adolescente mostrar tanta facilidade na condução do veículo, uma vez que até os motoristas mais experientes têm de praticar muito até conseguir conduzir bem um autocarro tão comprido. O rapaz explica: aprendeu a conduzir os bólides fazendo perguntas aos motoristas durante as suas viagens diárias e observando a sua condução. Um condutor até o ensinou a pôr o autocarro a trabalhar."

(PortugalDiário)


Roubo II – Coerência

"Detectives na Alemanha ficaram abismados quando um homem, que tinham acabado de deter por roubo, saiu da esquadra de polícia e arrancou num dos carros da frota. Os agentes dizem que o homem de 27 anos deve ter tirado a chave, guardando-a no bolso, durante o interrogatório. Depois de ter ouvido as acusações o indivíduo foi solto. Os polícias ficaram de queixo caído quando o viram a sair da esquadra, entrar num carro patrulha não assinalado e arrancar.
No final, o homem foi preso. De novo."

(PortugalDiário)

Expliquem!!!

Governo prevê vender oito empresas

Que expliquem os especialistas (liberais, o que quer que seja) por que razão o Estado aliena as empresas que dão lucros brutais? Não seria lógico que essas mesmas empresas que dão grandes lucros continuassem propriedade do Estado e contribuíssem para as contas públicas? Se não for para os governantes de ocasião garantirem mais dinheiro a (amigos?) quem já tem muito, expliquem-me essa lógica que me escapa...

Guerras a prazo

"A luta contra a rede terrorista Al-Qaeda prolongar-se-á por mais de dez anos, vaticinou hoje em Londres o chefe da brigada antiterrorista da Scotland Yard, Peter Clarke" (PortugalDiário)
Aceitam-se apostas quanto ao vencedor...

15 fevereiro 2006

Vejam o ordenado

Janelas

Nesta rua

Existe isto



e isto



e ainda isto





Subindo a rua e virando à direita, eis esta pérola


Nem IPPAR nem presidente

"A polémica sobre a boca de saída do túnel de Ceuta, junto ao Museu de Soares do Reis, não podia ter desfecho mais ridículo do que aquele que foi encontrado e que descredibiliza o IPPAR e a ministra da tutela, que, quando entrou em funções, logo se precipitou a avalizar a posição daquele organismo, sem suporte ou alternativa, quando deveria ter parado para pensar e só depois agir. Na altura, Rui Rio fez do falso problema um "cavalo de batalha autárquica" bem manipulado e que também contribuiu para afundar o concorrente socialista, Francisco Assis, que não discerniu nem perguntou a ninguém para formular uma solução alternativa.

Afinal, depois de ameaças, inclusive de "tomada de posse administrativa da obra", tudo ficou como estava, com a "nuance" surrealista de alguém propor como solução uma praça de cubos de granito (amarelo), ensanduichada entre dois troços de via de betuminoso, antes e depois da dita. Brilhante, como "desarrencanço" de desenho urbano e inovadora tecnologia de circulação automóvel na cidade! Se a moda pega, a cotação do cubo de granito (amarelo) depressa subirá nas pedreiras de Alpendurada, pois toda a gente sabe que nisto de modas, o parolismo não tem limites na sua propagação."

(Gomes Fernandes, in JN)
Politiquices que saem do bolso dos contribuintes! (Digo eu)

Criatividade







"Como forma de protesto, um indivíduo de Fafe pagou a factura da água de 2500 euros com moedas de um, dois e cinco cêntimos, num total de 322 quilos" (JN)

A criatividade amplia o impacto do protesto. Brilhante!

13 fevereiro 2006

Quinas III

“A má disposição crónica denuncia incapacidade de se fazer amar. E quanto maior for o esforço pior será o resultado”

Peito

“PCP organiza cordão humano no Porto • Rui Rio acusado de limitar propaganda eleitoral”
(JN)

Rui Sá está a assumir, aos poucos, a relevância que sempre deveria ter tido na fiscalização à presidência de Rui Rio. A continuar assim, é bem possível que deixemos, finalmente, de lembrar Ilda Figueiredo. Não é um desejo, é uma necessidade

12 fevereiro 2006

Para reflectir

Paulo Azevedo, filho de Belmiro Azevedo, deu uma entrevista à Visão que merece uma leitura, porque dela emanam algumas ideias interessantes e que merecem reflexão. Pela concordância ou para serem contrariadas.
Três ideias sobre Porto, Norte, regionalização, o que seja...

- E vê uma metrópole dinâmica no Porto?
- Não. O Porto podia ter-se desenvolvido muito mais nos últimos dez anos e uma das razões para que isso não acontecesse - não a única seguramente - foi não ter uma forte actividade de comunicação social de dimensão nacional ou regional. Porque esta mexe com muitos serviços e com o conhecimento agregado. Tem um duplo efeito: o de melhorar a qualidade das decisões e do conhecimento, a consciência colectiva sobre os assuntos; e do ponto de vista económico, é um dinamizador importante: não se fazem empresas regionais se não houver maneira de comunicar produtos de forma regional. E uma empresa, depois de ser local e antes de ser nacional, tem de ser regional. Esse passo é muito mais difícil se não houver meios regionais.


É um regionalista?
[Silêncio]. Não me identifico com as pessoas que fazem discursos ditos regionalistas. Mas acho que Portugal, e Lisboa, seriam melhores se houvesse mais centros dinâmicos, não só no Porto como noutros locais. O Porto, que tem mais de um milhão de pessoas, é quase da dimensão de Lisboa. E Lisboa será tão mais importante quanto o resto do País for importante. Nesse sentido, as coisas não têm funcionado bem, tem-se feito uma centralização excessiva em Lisboa.


E não está convencido [OTA e TGV]?
Não. E tenho mais dificuldade em perceber o TGV e ainda mais dificuldade em perceber a linha Lisboa-Madrid. E não é por razões regionalistas ou bairristas. É porque eu não vejo nenhuma utilidade na linha. Acho que se aquilo custar cinco mil milhões, no dia seguinte o País está cinco mil milhões mais pobre. Não é mais fácil ir de Lisboa para Madrid de TGV do que de avião. Não há sítios intermédios, não é mais barato. Uma eventual linha Lisboa-Porto [suspiro]? não sei. Acho que Lisboa-Porto, se não houvesse a linha que há e se não se tivesse investido tanto dinheiro, era quase um caso ideal para uma linha de alta velocidade: são duas cidades importantes a 300 quilómetros de distância, com uma ou duas cidades relevantes a meio. Mas é preciso fazer contas. Pode ser importante, mas pode não valer o dinheiro todo.

Em termos gerais, estou de acordo e penso que as palavras do filho do homem da SONAE merecem ser discutidas.