

"A vida não é feita dos momentos em que respiramos, mas dos momentos que nos tiram a respiração"
(Will Smith, "Hitch")
Foi em Milão, poderia ser em Roma, em Londres, Madrid, Glasgow... Sempre que temos conhecimento destas histórias, sorrimos e achamos normal. Quando se trata de Portugal, não. Se o jogo é contra um clube estrangeiro, os benfiquistas devem apoiar o FC Porto e vice-versa. Não só é treta como contranatura. O direito de não gostar deve ser respeitado... Um portista não deixa de querer que o Benfica perca só por causa do nome do adversário. Quer que perca SEMPRE! E vice-versa. Isto é que é natural.
(JN)
Metade dos eleitos pensa de uma maneira, a outra metade (exacta) pensa de outra, antagónica. Dá empate. O Senhor Presidente da AM acha que não é necessário mais esclarecimentos. Num assunto de grande importância para a cidade, o empate nada significa. “Proceda-se como manda o governo da cidade, que eu assim decido”. O iluminado, sem dúvidas e com todas as certezas, ordenou…
A proposta é a criação, em cada blog, de uma rubrica onde se denunciem, por imagem ou texto, situações inconcebíveis ou que exijam imediata intervenção (por má cidadania ou simples deterioração). Não tenho a pretensão de que este meu pequeno espaço seja decisivo, mas outros, pela notoriedade que atingiram, obrigarão quem de direito a agir, porque esse é o objectivo da denúncia e não a acusação gratuita.
Fica a proposta, para quem entender assumi-la, e desde já a abertura deste espaço a quem, não tendo outro lugar onde denunciar, o faça a partir daqui. Basta mandar um email – nandoroger@gmail.com – que a sua/nossa denúncia será feita
“A urbanização da Quinta da China, do grupo Mota-Engil, vai ser executada. A Câmara do Porto faz marcha-atrás e revogou, ontem de manhã, a decisão do ex-vereador do Urbanismo, Paulo Morais, que indeferiu o pedido de licenciamento da operação de loteamento”
(JN)
Admito que a nova urbanização seja boa para a cidade – embora suspeite que será, sobretudo, para o promotor e os privilegiados que tiverem poder de compra para lá viver -, mas, depois de tudo o que se passou antes das autárquicas com o afastamento de Paulo Morais da listas de candidatura, que a coisa parece feder, parece.
“Tudo o que havia para arrendar, está arrendado. Os trabalhadores espanhóis esgotaram a oferta, pelo menos por um ano". Agostinho Viana, director comercial de uma empresa imobiliária localizada
(JN)
O capital, por si só, não prejudica ninguém. O que e preciso é regular a sua aplicação, porque, bem aplicado, gera mais capital. O resto são cantigas de mal-dizer
(JN)
(JN)

A minha busca foi intensa, embora admita que um qualquer recanto possa ter-me passado despercebido. Ainda que tenha acontecido, não entendo. Durante toda a semana, li das mais brilhantes às mais estúpidas opiniões sobre o destino fatal do sem-abrigo, barbaramente assassinado na minha cidade. Li sobre sociedade, sem-abrigo, homossexualidade, pobreza, exclusão, justiça, menoridade, responsabilidade, culpas, sentenças... Era óbvio o interesse que o assassinato despertara, pela vítima e pelos autores. Hoje, os jornais dão conta de um outro assassinato, o de uma criança de menos de três anos, que não resistiu aos maus tratos da ama e, eventualmente, do marido (ou companheiro ou lá o que seja). Aparentemente, o crime da criança foi o de chorar...
Estou chocado pelo crime, mas também pelo silêncio que ensurdece em toda a blogosfera. Qual é a diferença? A vítima não é um sem-abrigo indefeso? Não, é uma criança indefesa! O crime não foi cometido por 13 crianças/adolescentes, capazes de distinguir o bem do mal? Não, foi por um (dois) adulto(s) capazes de distinguir o bem do mal. Qualquer dos casos é hediondo, exige análise e discussão, por mais embaraço que provoque à condição de ser humano de que alguns, por vezes, se desviam. O pior de tudo é que bastaria que as televisões tivessem dado um pouco de antena a este crime e certamente apareceriam por aqui muitos "opinion makers" a ditar sentenças, como se estivessem em frente a uma câmara.





Desci a rua e vi a placa

O Fantas já faz exibições. Começou, sem a pompa que a circunstância exigiria, mas com a qualidade mínima que um dos mais importantes festivais de cinema da Europa exige. Podia ser melhor se houvesse mais dinheiro, mas o senhor(?) presidente da Câmara do Porto deve olhar para o certame como uma simples de brincadeira de quem gosta de cinema. Num país que aposta nos serviços e que há décadas diz que a melhor forma de o rentabilizar é no turismo, deixa-se sem meios um festival que teve a primeira edição em 1981 (a data e o evento estão registados como importantes no site da Câmara, o presidente ainda não deve ter reparado...) e onde estrearam alguns dos melhores filmes de sempre e por onde passaram vários dos maiores realizadores da história do cinema. Enfim, mesmo contra a opinião de quem devia ajudar, o Fantasporto está a decorrer e só encerra no dia 5 de Março... Vamos ao cinema.
Roubo I - Precoce
"Um rapaz de 15 anos foi apanhado a conduzir um autocarro em Veluwe, Amsterdão, alguns meses depois de ter roubado o primeiro e ter feito a ronda, apanhando passageiros pelo caminho, segundo o site noticioso alemão Expatica. (...) Em Novembro de 2005, o rapaz apoderou-se de outros autocarros, em três ocasiões diferentes, fazendo sempre a ronda.
Motoristas de autocarros estão admirados pelo adolescente mostrar tanta facilidade na condução do veículo, uma vez que até os motoristas mais experientes têm de praticar muito até conseguir conduzir bem um autocarro tão comprido. O rapaz explica: aprendeu a conduzir os bólides fazendo perguntas aos motoristas durante as suas viagens diárias e observando a sua condução. Um condutor até o ensinou a pôr o autocarro a trabalhar."
"Detectives na Alemanha ficaram abismados quando um homem, que tinham acabado de deter por roubo, saiu da esquadra de polícia e arrancou num dos carros da frota. Os agentes dizem que o homem de 27 anos deve ter tirado a chave, guardando-a no bolso, durante o interrogatório. Depois de ter ouvido as acusações o indivíduo foi solto. Os polícias ficaram de queixo caído quando o viram a sair da esquadra, entrar num carro patrulha não assinalado e arrancar.
No final, o homem foi preso. De novo."
(PortugalDiário)
"A polémica sobre a boca de saída do túnel de Ceuta, junto ao Museu de Soares do Reis, não podia ter desfecho mais ridículo do que aquele que foi encontrado e que descredibiliza o IPPAR e a ministra da tutela, que, quando entrou em funções, logo se precipitou a avalizar a posição daquele organismo, sem suporte ou alternativa, quando deveria ter parado para pensar e só depois agir. Na altura, Rui Rio fez do falso problema um "cavalo de batalha autárquica" bem manipulado e que também contribuiu para afundar o concorrente socialista, Francisco Assis, que não discerniu nem perguntou a ninguém para formular uma solução alternativa.
Afinal, depois de ameaças, inclusive de "tomada de posse administrativa da obra", tudo ficou como estava, com a "nuance" surrealista de alguém propor como solução uma praça de cubos de granito (amarelo), ensanduichada entre dois troços de via de betuminoso, antes e depois da dita. Brilhante, como "desarrencanço" de desenho urbano e inovadora tecnologia de circulação automóvel na cidade! Se a moda pega, a cotação do cubo de granito (amarelo) depressa subirá nas pedreiras de Alpendurada, pois toda a gente sabe que nisto de modas, o parolismo não tem limites na sua propagação."
