13 abril 2006

Pecados - Dia 1

1º pecado: Li de manhã os jornais
2º pecado: Vi o "Dr. House" na Fox depois de almoço
3º pecado: estou na net
(Assim é difícil, são muitos vícios juntos para largar. Nem sei por qual começar. Pode ser que encontre alguma pista amanhã nos jornais; ou então, quem sabe, talvez um documentário educativo na TV; se não encontrar, dou uma volta na net, alguma coisa haverá de me iluminar, mesmo nos antros do pecado)

Proceda-se em conformidade

“Passar demasiado tempo a ler jornais, a ver televisão ou a navegar na Internet são alguns dos novos pecados anunciados pela Igreja Católica”
(PortugalDiário)

10 abril 2006

Cavaco dixit

Não, não se trata do Aníbal, que "desapareceu" desde que foi eleito presidente da República, mas sim do Manuel, o actor, excelente, que Portugal teima em não reconhecer. Deu um boa entrevista à Notícias Magazine no passado domingo.
Transcrevo três frases de quem sabe o que diz:

  • “A solidão é o tédio”
  • “A liberdade é mais importante do que a democracia”
  • “Fui educado para ser suficiente no meio dos bons e não o bom no meio dos medíocres”
Sem comentários...

08 abril 2006

Definitivamente

"A vida não é feita dos momentos em que respiramos, mas dos momentos que nos tiram a respiração"

(Will Smith, "Hitch")

07 abril 2006

Fede mesmo (A Quinta da China)

No dia 5, deixei aqui as minhas dúvidas sobre o negócio da Quinta da China (repito que não sei se será bom ou não para o local) pela forma como foi anunciado. Recordei o afastamento de Paulo Morais da candidatura de Rui Rio. Pelos vistos, os odores que me chegaram terão razões de existir. Leia-se esta explicação de José Pulido Valente em A Baixa do Porto. Esclarecedor...

Quinas IV

"Felizmente, há momentos em que nem eu me levo a sério"

Direito de não gostar

Em 1996, acompanhei o FC Porto a Itália, onde defrontava o Milan. No S. Siro, fui com um amigo ao bar por cima da bancada e pedimos cerveja. O barman perguntou se éramos portugueses e, perante a resposta, fez uma cara desconsolada, dizendo que não tinha cerveja de qualidade. Vendo o nosso espanto, explicou: "É que vocês têm a melhor cerveja do mundo, a Superbock". Serviu-nos "o que havia", acrescentou que era visitante frequente de Portugal e, quando nos despedimos, disse-nos (mais coisa menos coisa): "O Porto vai ganhar e eu vou torcer por isso". Olhámos, desconfiados. Ele riu-se... "Eu sou do Inter e quero que esses (nem se dignou dizer o nome do inimigo) percam sempre. Forza Porto".

Foi em Milão, poderia ser em Roma, em Londres, Madrid, Glasgow... Sempre que temos conhecimento destas histórias, sorrimos e achamos normal. Quando se trata de Portugal, não. Se o jogo é contra um clube estrangeiro, os benfiquistas devem apoiar o FC Porto e vice-versa. Não só é treta como contranatura. O direito de não gostar deve ser respeitado... Um portista não deixa de querer que o Benfica perca só por causa do nome do adversário. Quer que perca SEMPRE! E vice-versa. Isto é que é natural.

06 abril 2006

Denúncia


Lago da Praça da Batalha



O Lago foi construído e a manutenção ficou sob o encargo da natureza, que ali deposita (e renova...) a água quando chove. Entretanto, de vez em quando, alguém que por lá passa lança-lhe um dejecto, para compor o quadro. Imagine-se o cheiro quando chegar o sol do Verão.

...

Bancada Norte






Upssss

05 abril 2006

O iluminado

“Só o voto de qualidade do presidente da Assembleia Municipal do Porto, José Pedro Aguiar Branco, permitiu a viabilização, anteontem à noite, da proposta que permite a abertura do concurso para a recuperação e exploração do mercado do Bolhão. Com o plenário dividido - 27 deputados da coligação PSD/PP votaram a favor; 27 deputados da Oposição (PS, CDU e BE) votaram contra -, o presidente da Assembleia foi decisivo para dar luz verde ao documento apresentado pela autarquia”

(JN)


Metade dos eleitos pensa de uma maneira, a outra metade (exacta) pensa de outra, antagónica. Dá empate. O Senhor Presidente da AM acha que não é necessário mais esclarecimentos. Num assunto de grande importância para a cidade, o empate nada significa. “Proceda-se como manda o governo da cidade, que eu assim decido”. O iluminado, sem dúvidas e com todas as certezas, ordenou…

Denunciar é preciso

O Portuense publica umas fotos denunciando o "contributo" de uma determinada instituição para a fama de cidade suja que o Porto tem. É um acto de coragem que proponho seja seguido por quem, percorrendo os caminhos da blogosfera, está disposto a dar um contributo para a melhoria desta cidade que dizemos ser nossa.

A proposta é a criação, em cada blog, de uma rubrica onde se denunciem, por imagem ou texto, situações inconcebíveis ou que exijam imediata intervenção (por má cidadania ou simples deterioração). Não tenho a pretensão de que este meu pequeno espaço seja decisivo, mas outros, pela notoriedade que atingiram, obrigarão quem de direito a agir, porque esse é o objectivo da denúncia e não a acusação gratuita.

Fica a proposta, para quem entender assumi-la, e desde já a abertura deste espaço a quem, não tendo outro lugar onde denunciar, o faça a partir daqui. Basta mandar um email – nandoroger@gmail.com – que a sua/nossa denúncia será feita

Fede

“A urbanização da Quinta da China, do grupo Mota-Engil, vai ser executada. A Câmara do Porto faz marcha-atrás e revogou, ontem de manhã, a decisão do ex-vereador do Urbanismo, Paulo Morais, que indeferiu o pedido de licenciamento da operação de loteamento”

(JN)

Admito que a nova urbanização seja boa para a cidade – embora suspeite que será, sobretudo, para o promotor e os privilegiados que tiverem poder de compra para lá viver -, mas, depois de tudo o que se passou antes das autárquicas com o afastamento de Paulo Morais da listas de candidatura, que a coisa parece feder, parece.

Um dia será correspondente

A minha amiga Sofia andou por Londres e enviou provas. Bom gosto. Já o tinha feito quando passou por Amesterdão. É candidata a correspondente internacional cá do sítio. Um luxo. Thanks , madeirense.

03 abril 2006

A Baixa

Hoje, domingo, fui de manhã até à Baixa, desfrutando do bom tempo com um passeio higiénico (para a minha mente) por Santa Catarina. E aconteceu! Aos poucos, fui ouvindo o sotaque brasileiro, a inconfundível pronúncia espanhola e provavelmente umas quantas línguas de Leste, que não sou capaz de diferenciar. Não foi um exemplo nem dois, foram muitos, desde o Via Catarina até à FNAC e, às tantas, percebi: nós não damos à nossa Baixa a importância que ela merece mas os nossos imigrantes (sim, com i, porque vieram) dão. E desfrutam dela, como nós pouco fazemos.

02 abril 2006