18 março 2006

Perfume do charco

“Os serviços de inspecção tributária da Direcção-Geral dos Impostos (DGCI) informaram ter sido cumprida a lei fiscal em todos os actos e procedimentos da actividade da Sociedade Euro 2004, S.A, constando-se ainda que o organismo ficou 'credor do Estado'"
(DE)

O charco da sociedade, como é tratado desde que se tornou politicamente correcto falar mal do futebol, afinal não deita apenas pestilência, embora o que de bom por ali se faz não mereça espaço na Imprensa “de referência”. O Euro’2004 não foi uma fatalidade, foi uma oportunidade criada pelos do futebol que os da política não quiseram ou não souberam aproveitar. E tinham obrigação de o fazer!

06 março 2006

Vai no Batalha








"O cinema Batalha recebe na próxima sexta-feira o seu primeiro grande espectáculo, mas a inauguração oficial continua adiada. A iniciativa servirá para testar afluências e equipamentos para uma abertura definitiva ainda antes do final do corrente mês de Março"
(PJ)

Também se podia ler declarações da D. Laura, a presidente da Associação de Comerciantes, dizer que a lotação estava esgotada. Não faz mal, a gente guarda-se para quando abrir a sério. Que seja mesmo para breve

Um Metro que rende

"O título Andante, pela sua vertente reutilizável, poupou a vida a 487 árvores e evitou a utilização de 40 mil litros de água, que serviriam para fazer mais papel para bilhetes. O metro já economizou dois milhões de horas nas deslocações casas/trabalho, fez com que 2500 veículos deixassem de estacionar, diariamente, no centro do Porto, e evitou a emissão de 11 mil milhões de partículas poluentes, provenientes da circulação rodoviária. Trocado por números, um estudo elaborado pela empresa TIS sustenta que os benefícios sociais e ambientais do metro do Porto já ascendiam, a meio do ano passado, a quase 63 milhões de euros"
(PJ)

A isto chama-se dinheiro bem gasto. Agora, os senhores do costume que deixem de meter a mão ao bolso e permitam que a gestão seja feita por quem entenda do assunto e rentabilize ainda mais (de preferência baixando o preço para os utentes) um transporte que é uma indiscutível mais-valia para a região. Ainda por cima - claro, é de superfície -, o nossso Metro (eléctrico, chamem-lhe o que quiserem) é bonito e passa por estações lindíssimas.

Foz


Hoje de manhã, aproveitei o excelente tempo e fui apanhar ar para a Foz. Estava linda!

Leia, S.F.F.

Vale a pena ir aqui e ler o post "Um Site Municipal Não Deve Fazer Política!". O Sr. Rio tarde ou nunca aprenderá.

04 março 2006

Tachos

"O grupo de trabalho criado pela Câmara de Matosinhos e Associação Empresarial de Portugal (AEP) para negociar o futuro da Exponor já iniciou os primeiros contactos, disse à agência Lusa o vereador Nuno Oliveira. "Estamos a trabalhar na definição da metodologia a adoptar nesta fase negocial. Temos de partir muita pedra, mas a nossa expectativa é de grande confiança", disse Nuno Oliveira, que lidera a equipa da autarquia integrante do grupo de trabalho, chefiado na parte da AEP por Couto dos Santos"
(JN)

Talvez este senhor saiba e antecipe aqui
"Falou da questão nuclear do Irão, da visita de Bush à Índia, da política do Governo para a Educação, do Fórum Novas Fronteiras, da co-incineração, da construção da nova ponte móvel em Leixões, dos arrumadores de Matosinhos e acabou alimentando o tabu sobre uma eventual candidatura à distrital do Porto do PS. Pelo meio, uma série de 'recados'. Ao quarto programa, Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos, está à vontade na pele de comentador. Matéria prima não falta. Opiniões também não. Aos microfones da Rádio Clube de Matosinhos"
(JN)

Eles arranjam sempre tacho e forma de controlar o "seu" destino. O pior de tudo é quando alguns (ignorantes? pedantes? simples idiotas) chamam jornalistas a comentadores destes (e outros idênticos) e clamam pela falta de isenção na Comunicação Social portuguesa. É só rir...

Critérios

A minha busca foi intensa, embora admita que um qualquer recanto possa ter-me passado despercebido. Ainda que tenha acontecido, não entendo. Durante toda a semana, li das mais brilhantes às mais estúpidas opiniões sobre o destino fatal do sem-abrigo, barbaramente assassinado na minha cidade. Li sobre sociedade, sem-abrigo, homossexualidade, pobreza, exclusão, justiça, menoridade, responsabilidade, culpas, sentenças... Era óbvio o interesse que o assassinato despertara, pela vítima e pelos autores. Hoje, os jornais dão conta de um outro assassinato, o de uma criança de menos de três anos, que não resistiu aos maus tratos da ama e, eventualmente, do marido (ou companheiro ou lá o que seja). Aparentemente, o crime da criança foi o de chorar...
Estou chocado pelo crime, mas também pelo silêncio que ensurdece em toda a blogosfera. Qual é a diferença? A vítima não é um sem-abrigo indefeso? Não, é uma criança indefesa! O crime não foi cometido por 13 crianças/adolescentes, capazes de distinguir o bem do mal? Não, foi por um (dois) adulto(s) capazes de distinguir o bem do mal. Qualquer dos casos é hediondo, exige análise e discussão, por mais embaraço que provoque à condição de ser humano de que alguns, por vezes, se desviam. O pior de tudo é que bastaria que as televisões tivessem dado um pouco de antena a este crime e certamente apareceriam por aqui muitos "opinion makers" a ditar sentenças, como se estivessem em frente a uma câmara.

02 março 2006

Trabalho por fazer

"Rios do Grande Porto são dos mais poluídos; Região regista o maior número de incêndios no país"
(SIC)

Para quando olhar isto de frente a atacar de facto os problemas. Uma sugestão: durante dia, trabalha-se em prol da região e resolvem-se os problemas; à noite, bebe-se um copo e conspira-se...

Fórum, o momento

"O Porto é a cidade anfitriã do Fórum de Assuntos Sociais que arranca hoje na Casa do Infante. Em foco estarão fenómenos relacionados com a exclusão social, segurança e reabilitação urbana. Identificar práticas e projectos de coesão social é o objectivo"
(Primeiro de Janeiro)

Depois do assassinato do sem-abrigo nesta nossa cidade, o local e o timing para este fórum não podiam ser mais exactos... desde que o assunto seja discutido e se tirem ilações de facto sobre o que fazer no futuro. E que algo de positivo seja posto em prática! Assobiar para o lado é que dá em nada...

Dignidade?

"A Direcção Regional do Porto do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) demitiu-se em bloco em consequência da solução encontrada para o problema do Túnel de Ceuta, no Porto"
(Visão)

Aparentemente, alguém pensou na dignidade em todo este processo...

01 março 2006

Lento






Não é treino de uma nova versão do Karate Kid, mas apenas o início de uma imobilização que se prolonga até perto do ombro, para sarar os efeitos de uma queda que se revelou nada saudável para o cotovelo. Enfim, na véspera de Carnaval, na vez de vestir o fato de super-homem, experimentei o voo das escadas em queda livre e a coisa correu mal. Eis o porquê da ausência e da lentidão do que fizer nos próximos dias.
Como os olhos estão bons, ficarei por aqui a observar. À espera que braço se cure.

26 fevereiro 2006

Pontapé da sorte

Não merecia o Vítor aquele golpe da (má) sorte, logo nesta altura que experimentava a maldita sensação de ser titular com o estatuto de suplente. Os companheiros também não ajudaram. Um golo (que bem poderiam ter marcado) chegaria para o empate e o Vítor seria absolvido por aquela outra defesa espantosa que fez na segunda parte. Não serviu para nada. O FC Porto perdeu porque o Vítor deixou que aquela bola chutada de tão longe entrasse na baliza. Enfim, os grandes também sofrem e até aí sabem marcar a diferença. O Vítor marcou, ao assumir no final, na TV, as culpas do golo. O Vítor Baía, claro!

Tarde... adiante



24 fevereiro 2006

...

Tentei passar pelo meio, fazendo de conta, pelo incómodo do facto. Ultrapassei a leitura das notícias, a audição das rádios, até as reportagens da TV. Só não fui capaz de manter o sossego quando alguém disse... “estava-se mesmo a ver, é normal”.
Recuso a conclusão, mesmo em jeito irónico, porque, como ser humano, jamais entenderei como “normal” ou “estava-se a ver” o assassínio de quem quer que seja às mãos de 12 jovens, alguns ainda crianças. Estive atento às reacções, surpreendi-me com algumas análises, apreciei ideias extremistas, do género “são delinquentes, façam-lhes o mesmo” ou “são crianças, não sabem o que fazem”. Entendo-as como reacções de quem não merece crédito, de importância nula.
Problema é não ter lido nem ouvido, ainda, falar em sinais, nem quem quer que seja dispondo-se a interpretá-los, com distanciamento. É disso que espero agora, a bem da sociedade. O resto deixo com a Justiça e não me apetece (nunca me apetece) fazer julgamentos. Deixo isso para os juízes...