A isto chama-se dinheiro bem gasto. Agora, os senhores do costume que deixem de meter a mão ao bolso e permitam que a gestão seja feita por quem entenda do assunto e rentabilize ainda mais (de preferência baixando o preço para os utentes) um transporte que é uma indiscutível mais-valia para a região. Ainda por cima - claro, é de superfície -, o nossso Metro (eléctrico, chamem-lhe o que quiserem) é bonito e passa por estações lindíssimas.
06 março 2006
Um Metro que rende
A isto chama-se dinheiro bem gasto. Agora, os senhores do costume que deixem de meter a mão ao bolso e permitam que a gestão seja feita por quem entenda do assunto e rentabilize ainda mais (de preferência baixando o preço para os utentes) um transporte que é uma indiscutível mais-valia para a região. Ainda por cima - claro, é de superfície -, o nossso Metro (eléctrico, chamem-lhe o que quiserem) é bonito e passa por estações lindíssimas.
Leia, S.F.F.
05 março 2006
04 março 2006
Tachos
Talvez este senhor saiba e antecipe aqui
"Falou da questão nuclear do Irão, da visita de Bush à Índia, da política do Governo para a Educação, do Fórum Novas Fronteiras, da co-incineração, da construção da nova ponte móvel em Leixões, dos arrumadores de Matosinhos e acabou alimentando o tabu sobre uma eventual candidatura à distrital do Porto do PS. Pelo meio, uma série de 'recados'. Ao quarto programa, Narciso Miranda, ex-presidente da Câmara de Matosinhos, está à vontade na pele de comentador. Matéria prima não falta. Opiniões também não. Aos microfones da Rádio Clube de Matosinhos"
Eles arranjam sempre tacho e forma de controlar o "seu" destino. O pior de tudo é quando alguns (ignorantes? pedantes? simples idiotas) chamam jornalistas a comentadores destes (e outros idênticos) e clamam pela falta de isenção na Comunicação Social portuguesa. É só rir...
Critérios
A minha busca foi intensa, embora admita que um qualquer recanto possa ter-me passado despercebido. Ainda que tenha acontecido, não entendo. Durante toda a semana, li das mais brilhantes às mais estúpidas opiniões sobre o destino fatal do sem-abrigo, barbaramente assassinado na minha cidade. Li sobre sociedade, sem-abrigo, homossexualidade, pobreza, exclusão, justiça, menoridade, responsabilidade, culpas, sentenças... Era óbvio o interesse que o assassinato despertara, pela vítima e pelos autores. Hoje, os jornais dão conta de um outro assassinato, o de uma criança de menos de três anos, que não resistiu aos maus tratos da ama e, eventualmente, do marido (ou companheiro ou lá o que seja). Aparentemente, o crime da criança foi o de chorar...
Estou chocado pelo crime, mas também pelo silêncio que ensurdece em toda a blogosfera. Qual é a diferença? A vítima não é um sem-abrigo indefeso? Não, é uma criança indefesa! O crime não foi cometido por 13 crianças/adolescentes, capazes de distinguir o bem do mal? Não, foi por um (dois) adulto(s) capazes de distinguir o bem do mal. Qualquer dos casos é hediondo, exige análise e discussão, por mais embaraço que provoque à condição de ser humano de que alguns, por vezes, se desviam. O pior de tudo é que bastaria que as televisões tivessem dado um pouco de antena a este crime e certamente apareceriam por aqui muitos "opinion makers" a ditar sentenças, como se estivessem em frente a uma câmara.
02 março 2006
Trabalho por fazer
Para quando olhar isto de frente a atacar de facto os problemas. Uma sugestão: durante dia, trabalha-se em prol da região e resolvem-se os problemas; à noite, bebe-se um copo e conspira-se...
Fórum, o momento
Depois do assassinato do sem-abrigo nesta nossa cidade, o local e o timing para este fórum não podiam ser mais exactos... desde que o assunto seja discutido e se tirem ilações de facto sobre o que fazer no futuro. E que algo de positivo seja posto em prática! Assobiar para o lado é que dá em nada...
Dignidade?
Aparentemente, alguém pensou na dignidade em todo este processo...
01 março 2006
Lento

Não é treino de uma nova versão do Karate Kid, mas apenas o início de uma imobilização que se prolonga até perto do ombro, para sarar os efeitos de uma queda que se revelou nada saudável para o cotovelo. Enfim, na véspera de Carnaval, na vez de vestir o fato de super-homem, experimentei o voo das escadas em queda livre e a coisa correu mal. Eis o porquê da ausência e da lentidão do que fizer nos próximos dias.
Como os olhos estão bons, ficarei por aqui a observar. À espera que braço se cure.
26 fevereiro 2006
Pontapé da sorte
24 fevereiro 2006
...
Recuso a conclusão, mesmo em jeito irónico, porque, como ser humano, jamais entenderei como “normal” ou “estava-se a ver” o assassínio de quem quer que seja às mãos de 12 jovens, alguns ainda crianças. Estive atento às reacções, surpreendi-me com algumas análises, apreciei ideias extremistas, do género “são delinquentes, façam-lhes o mesmo” ou “são crianças, não sabem o que fazem”. Entendo-as como reacções de quem não merece crédito, de importância nula.
Problema é não ter lido nem ouvido, ainda, falar em sinais, nem quem quer que seja dispondo-se a interpretá-los, com distanciamento. É disso que espero agora, a bem da sociedade. O resto deixo com a Justiça e não me apetece (nunca me apetece) fazer julgamentos. Deixo isso para os juízes...
23 fevereiro 2006
22 fevereiro 2006
Há vida na Batalha

No mínimo, espera-se que, ao seu estilo, fique tão bem recuperado quanto o edifício dos correios, no prédio contíguo e que é de facto um "bibelô" que ajuda a embelezar uma praça. É óbvio, como podem verificar...

O problema é quando se dobra a esquina (é redonda, mas que outro nome lhe dar?) para o outro lado. É a desolação absoluta. Incrível o estado a que chegou algo que tem o seu quê de histórico em pleno centro da cidade...

O que antes era frequentado pelo "ratos" do cinema é agora, provavelmente, habitat de ratazanas amigas do lixo. E pior é que é fácil recordar momentos grandiosos que esta sala conheceu e que justificavam o símbolo que todos na cidade conhecíamos.

Olhando tanta degradação, e tardando soluções que me parecem já não existir, pense-se até no golpe fatal, mas quem de direito que pense em algo, porque o que se passa hoje com o Águia Douro (o cinema, mas também o antigo café).
Casa do Infante
Desci a rua e vi a placa
Entrei e, na portaria, de uma forma simples e educada, foi encaminhado para o local onde deveria fazer o pedido. Segui as indicações, espantado com a beleza do edifício.
Passei, por exemplo, por estas "pedras"

A beleza e a limpeza do local condizem na perfeição com o pessoal que ali trabalha. Fui atentido com competência pouco habitual e com a delicadeza de quem sabe o que faz e para quem. Jamais acreditaria, não fosse minha a experiência, estar num serviço público, neste caso municipal. Para que fique registado: o pessoal que labora na Casa do Infante presta um serviço público de qualidade!!!
Terei que lá voltar, quando me telefonarem a dizer que posso levantar a planta (sim, disseram que me avisavam e acredito piamente que o farão), e vou pedir o livro de reclamações. É que um cidadão habituado à normalidade pode ter sérios problemas perante tanta competência e delicadeza...
Este mundo que deveria ser normal e é excepção encontra-se por detrás desta porta
21 fevereiro 2006
Fantas...
O Fantas já faz exibições. Começou, sem a pompa que a circunstância exigiria, mas com a qualidade mínima que um dos mais importantes festivais de cinema da Europa exige. Podia ser melhor se houvesse mais dinheiro, mas o senhor(?) presidente da Câmara do Porto deve olhar para o certame como uma simples de brincadeira de quem gosta de cinema. Num país que aposta nos serviços e que há décadas diz que a melhor forma de o rentabilizar é no turismo, deixa-se sem meios um festival que teve a primeira edição em 1981 (a data e o evento estão registados como importantes no site da Câmara, o presidente ainda não deve ter reparado...) e onde estrearam alguns dos melhores filmes de sempre e por onde passaram vários dos maiores realizadores da história do cinema. Enfim, mesmo contra a opinião de quem devia ajudar, o Fantasporto está a decorrer e só encerra no dia 5 de Março... Vamos ao cinema.
17 fevereiro 2006
Subscrevo
"Hoje levantei-me cedo. Fui ler os jornais e os blogues do costume. É distracção minha, ou não estão convocadas manifestações de solidariedade em frente ao 24 Horas? No momento em que, pela primeira vez em trinta anos de democracia, um jornal português é alvo de rusga policial, onde páram os estrénuos defensores da liberdade de expressão? Acaso supõem que ela é indissociável de uma imprensa livre? Que é feito dos blogues de causas? E da indignação bem-pensante? Eu percebo. O 24 Horas não é dos «nossos». Nós somos todos muito finos para nos preocuparmos com jornalismo marron. Mas e o senhor Presidente da República? Desta vez não considera que estejam em causa direitos fundamentais?"
Isto pode ser lido aqui no "Da Literatura" e eu subcrevo por inteiro, penitenciando-me, contudo, pelo tardio do post













