02 março 2006

Trabalho por fazer

"Rios do Grande Porto são dos mais poluídos; Região regista o maior número de incêndios no país"
(SIC)

Para quando olhar isto de frente a atacar de facto os problemas. Uma sugestão: durante dia, trabalha-se em prol da região e resolvem-se os problemas; à noite, bebe-se um copo e conspira-se...

Fórum, o momento

"O Porto é a cidade anfitriã do Fórum de Assuntos Sociais que arranca hoje na Casa do Infante. Em foco estarão fenómenos relacionados com a exclusão social, segurança e reabilitação urbana. Identificar práticas e projectos de coesão social é o objectivo"
(Primeiro de Janeiro)

Depois do assassinato do sem-abrigo nesta nossa cidade, o local e o timing para este fórum não podiam ser mais exactos... desde que o assunto seja discutido e se tirem ilações de facto sobre o que fazer no futuro. E que algo de positivo seja posto em prática! Assobiar para o lado é que dá em nada...

Dignidade?

"A Direcção Regional do Porto do Instituto Português do Património Arquitectónico (Ippar) demitiu-se em bloco em consequência da solução encontrada para o problema do Túnel de Ceuta, no Porto"
(Visão)

Aparentemente, alguém pensou na dignidade em todo este processo...

01 março 2006

Lento






Não é treino de uma nova versão do Karate Kid, mas apenas o início de uma imobilização que se prolonga até perto do ombro, para sarar os efeitos de uma queda que se revelou nada saudável para o cotovelo. Enfim, na véspera de Carnaval, na vez de vestir o fato de super-homem, experimentei o voo das escadas em queda livre e a coisa correu mal. Eis o porquê da ausência e da lentidão do que fizer nos próximos dias.
Como os olhos estão bons, ficarei por aqui a observar. À espera que braço se cure.

26 fevereiro 2006

Pontapé da sorte

Não merecia o Vítor aquele golpe da (má) sorte, logo nesta altura que experimentava a maldita sensação de ser titular com o estatuto de suplente. Os companheiros também não ajudaram. Um golo (que bem poderiam ter marcado) chegaria para o empate e o Vítor seria absolvido por aquela outra defesa espantosa que fez na segunda parte. Não serviu para nada. O FC Porto perdeu porque o Vítor deixou que aquela bola chutada de tão longe entrasse na baliza. Enfim, os grandes também sofrem e até aí sabem marcar a diferença. O Vítor marcou, ao assumir no final, na TV, as culpas do golo. O Vítor Baía, claro!

Tarde... adiante



24 fevereiro 2006

...

Tentei passar pelo meio, fazendo de conta, pelo incómodo do facto. Ultrapassei a leitura das notícias, a audição das rádios, até as reportagens da TV. Só não fui capaz de manter o sossego quando alguém disse... “estava-se mesmo a ver, é normal”.
Recuso a conclusão, mesmo em jeito irónico, porque, como ser humano, jamais entenderei como “normal” ou “estava-se a ver” o assassínio de quem quer que seja às mãos de 12 jovens, alguns ainda crianças. Estive atento às reacções, surpreendi-me com algumas análises, apreciei ideias extremistas, do género “são delinquentes, façam-lhes o mesmo” ou “são crianças, não sabem o que fazem”. Entendo-as como reacções de quem não merece crédito, de importância nula.
Problema é não ter lido nem ouvido, ainda, falar em sinais, nem quem quer que seja dispondo-se a interpretá-los, com distanciamento. É disso que espero agora, a bem da sociedade. O resto deixo com a Justiça e não me apetece (nunca me apetece) fazer julgamentos. Deixo isso para os juízes...

22 fevereiro 2006

Há vida na Batalha

Passei pela Praça da Batalha e encontrei movimento dentro do cinema. Observei com atenção, porque espero com alguma ansiedade a abertura do que prometeram ser um novo espaço de qualidade na cidade. As obras, pelo menos, estão a ser feitas neste belíssimo edifício


No mínimo, espera-se que, ao seu estilo, fique tão bem recuperado quanto o edifício dos correios, no prédio contíguo e que é de facto um "bibelô" que ajuda a embelezar uma praça. É óbvio, como podem verificar...


O problema é quando se dobra a esquina (é redonda, mas que outro nome lhe dar?) para o outro lado. É a desolação absoluta. Incrível o estado a que chegou algo que tem o seu quê de histórico em pleno centro da cidade...



O que antes era frequentado pelo "ratos" do cinema é agora, provavelmente, habitat de ratazanas amigas do lixo. E pior é que é fácil recordar momentos grandiosos que esta sala conheceu e que justificavam o símbolo que todos na cidade conhecíamos.



Olhando tanta degradação, e tardando soluções que me parecem já não existir, pense-se até no golpe fatal, mas quem de direito que pense em algo, porque o que se passa hoje com o Águia Douro (o cinema, mas também o antigo café).

Casa do Infante

Dez anos depois de me terem dito que a planta da minha casa, por demasiada antiga, não mais poderia ser encontrada, alguém me avisou que bastaria passar pela Casa do Infante, fazer o pedido, que ela haveria de aparecer. Segui o conselho...

Desci a rua e vi a placa














Entrei e, na portaria, de uma forma simples e educada, foi encaminhado para o local onde deveria fazer o pedido. Segui as indicações, espantado com a beleza do edifício.
Passei, por exemplo, por estas "pedras"


A beleza e a limpeza do local condizem na perfeição com o pessoal que ali trabalha. Fui atentido com competência pouco habitual e com a delicadeza de quem sabe o que faz e para quem. Jamais acreditaria, não fosse minha a experiência, estar num serviço público, neste caso municipal. Para que fique registado: o pessoal que labora na Casa do Infante presta um serviço público de qualidade!!!
Terei que lá voltar, quando me telefonarem a dizer que posso levantar a planta (sim, disseram que me avisavam e acredito piamente que o farão), e vou pedir o livro de reclamações. É que um cidadão habituado à normalidade pode ter sérios problemas perante tanta competência e delicadeza...
Este mundo que deveria ser normal e é excepção encontra-se por detrás desta porta


21 fevereiro 2006

Fantas...

O Fantas já faz exibições. Começou, sem a pompa que a circunstância exigiria, mas com a qualidade mínima que um dos mais importantes festivais de cinema da Europa exige. Podia ser melhor se houvesse mais dinheiro, mas o senhor(?) presidente da Câmara do Porto deve olhar para o certame como uma simples de brincadeira de quem gosta de cinema. Num país que aposta nos serviços e que há décadas diz que a melhor forma de o rentabilizar é no turismo, deixa-se sem meios um festival que teve a primeira edição em 1981 (a data e o evento estão registados como importantes no site da Câmara, o presidente ainda não deve ter reparado...) e onde estrearam alguns dos melhores filmes de sempre e por onde passaram vários dos maiores realizadores da história do cinema. Enfim, mesmo contra a opinião de quem devia ajudar, o Fantasporto está a decorrer e só encerra no dia 5 de Março... Vamos ao cinema.

17 fevereiro 2006

Subscrevo

LIBERDADE?

"Hoje levantei-me cedo. Fui ler os jornais e os blogues do costume. É distracção minha, ou não estão convocadas manifestações de solidariedade em frente ao 24 Horas? No momento em que, pela primeira vez em trinta anos de democracia, um jornal português é alvo de rusga policial, onde páram os estrénuos defensores da liberdade de expressão? Acaso supõem que ela é indissociável de uma imprensa livre? Que é feito dos blogues de causas? E da indignação bem-pensante? Eu percebo. O 24 Horas não é dos «nossos». Nós somos todos muito finos para nos preocuparmos com jornalismo marron. Mas e o senhor Presidente da República? Desta vez não considera que estejam em causa direitos fundamentais?"

Isto pode ser lido aqui no "Da Literatura" e eu subcrevo por inteiro, penitenciando-me, contudo, pelo tardio do post

16 fevereiro 2006

(A)normalidades

Roubo I - Precoce

"Um rapaz de 15 anos foi apanhado a conduzir um autocarro em Veluwe, Amsterdão, alguns meses depois de ter roubado o primeiro e ter feito a ronda, apanhando passageiros pelo caminho, segundo o site noticioso alemão Expatica. (...) Em Novembro de 2005, o rapaz apoderou-se de outros autocarros, em três ocasiões diferentes, fazendo sempre a ronda.
Motoristas de autocarros estão admirados pelo adolescente mostrar tanta facilidade na condução do veículo, uma vez que até os motoristas mais experientes têm de praticar muito até conseguir conduzir bem um autocarro tão comprido. O rapaz explica: aprendeu a conduzir os bólides fazendo perguntas aos motoristas durante as suas viagens diárias e observando a sua condução. Um condutor até o ensinou a pôr o autocarro a trabalhar."

(PortugalDiário)


Roubo II – Coerência

"Detectives na Alemanha ficaram abismados quando um homem, que tinham acabado de deter por roubo, saiu da esquadra de polícia e arrancou num dos carros da frota. Os agentes dizem que o homem de 27 anos deve ter tirado a chave, guardando-a no bolso, durante o interrogatório. Depois de ter ouvido as acusações o indivíduo foi solto. Os polícias ficaram de queixo caído quando o viram a sair da esquadra, entrar num carro patrulha não assinalado e arrancar.
No final, o homem foi preso. De novo."

(PortugalDiário)

Expliquem!!!

Governo prevê vender oito empresas

Que expliquem os especialistas (liberais, o que quer que seja) por que razão o Estado aliena as empresas que dão lucros brutais? Não seria lógico que essas mesmas empresas que dão grandes lucros continuassem propriedade do Estado e contribuíssem para as contas públicas? Se não for para os governantes de ocasião garantirem mais dinheiro a (amigos?) quem já tem muito, expliquem-me essa lógica que me escapa...

Guerras a prazo

"A luta contra a rede terrorista Al-Qaeda prolongar-se-á por mais de dez anos, vaticinou hoje em Londres o chefe da brigada antiterrorista da Scotland Yard, Peter Clarke" (PortugalDiário)
Aceitam-se apostas quanto ao vencedor...

15 fevereiro 2006

Vejam o ordenado

Janelas

Nesta rua

Existe isto



e isto



e ainda isto





Subindo a rua e virando à direita, eis esta pérola


Nem IPPAR nem presidente

"A polémica sobre a boca de saída do túnel de Ceuta, junto ao Museu de Soares do Reis, não podia ter desfecho mais ridículo do que aquele que foi encontrado e que descredibiliza o IPPAR e a ministra da tutela, que, quando entrou em funções, logo se precipitou a avalizar a posição daquele organismo, sem suporte ou alternativa, quando deveria ter parado para pensar e só depois agir. Na altura, Rui Rio fez do falso problema um "cavalo de batalha autárquica" bem manipulado e que também contribuiu para afundar o concorrente socialista, Francisco Assis, que não discerniu nem perguntou a ninguém para formular uma solução alternativa.

Afinal, depois de ameaças, inclusive de "tomada de posse administrativa da obra", tudo ficou como estava, com a "nuance" surrealista de alguém propor como solução uma praça de cubos de granito (amarelo), ensanduichada entre dois troços de via de betuminoso, antes e depois da dita. Brilhante, como "desarrencanço" de desenho urbano e inovadora tecnologia de circulação automóvel na cidade! Se a moda pega, a cotação do cubo de granito (amarelo) depressa subirá nas pedreiras de Alpendurada, pois toda a gente sabe que nisto de modas, o parolismo não tem limites na sua propagação."

(Gomes Fernandes, in JN)
Politiquices que saem do bolso dos contribuintes! (Digo eu)