26 fevereiro 2006

Pontapé da sorte

Não merecia o Vítor aquele golpe da (má) sorte, logo nesta altura que experimentava a maldita sensação de ser titular com o estatuto de suplente. Os companheiros também não ajudaram. Um golo (que bem poderiam ter marcado) chegaria para o empate e o Vítor seria absolvido por aquela outra defesa espantosa que fez na segunda parte. Não serviu para nada. O FC Porto perdeu porque o Vítor deixou que aquela bola chutada de tão longe entrasse na baliza. Enfim, os grandes também sofrem e até aí sabem marcar a diferença. O Vítor marcou, ao assumir no final, na TV, as culpas do golo. O Vítor Baía, claro!

Tarde... adiante



24 fevereiro 2006

...

Tentei passar pelo meio, fazendo de conta, pelo incómodo do facto. Ultrapassei a leitura das notícias, a audição das rádios, até as reportagens da TV. Só não fui capaz de manter o sossego quando alguém disse... “estava-se mesmo a ver, é normal”.
Recuso a conclusão, mesmo em jeito irónico, porque, como ser humano, jamais entenderei como “normal” ou “estava-se a ver” o assassínio de quem quer que seja às mãos de 12 jovens, alguns ainda crianças. Estive atento às reacções, surpreendi-me com algumas análises, apreciei ideias extremistas, do género “são delinquentes, façam-lhes o mesmo” ou “são crianças, não sabem o que fazem”. Entendo-as como reacções de quem não merece crédito, de importância nula.
Problema é não ter lido nem ouvido, ainda, falar em sinais, nem quem quer que seja dispondo-se a interpretá-los, com distanciamento. É disso que espero agora, a bem da sociedade. O resto deixo com a Justiça e não me apetece (nunca me apetece) fazer julgamentos. Deixo isso para os juízes...

22 fevereiro 2006

Há vida na Batalha

Passei pela Praça da Batalha e encontrei movimento dentro do cinema. Observei com atenção, porque espero com alguma ansiedade a abertura do que prometeram ser um novo espaço de qualidade na cidade. As obras, pelo menos, estão a ser feitas neste belíssimo edifício


No mínimo, espera-se que, ao seu estilo, fique tão bem recuperado quanto o edifício dos correios, no prédio contíguo e que é de facto um "bibelô" que ajuda a embelezar uma praça. É óbvio, como podem verificar...


O problema é quando se dobra a esquina (é redonda, mas que outro nome lhe dar?) para o outro lado. É a desolação absoluta. Incrível o estado a que chegou algo que tem o seu quê de histórico em pleno centro da cidade...



O que antes era frequentado pelo "ratos" do cinema é agora, provavelmente, habitat de ratazanas amigas do lixo. E pior é que é fácil recordar momentos grandiosos que esta sala conheceu e que justificavam o símbolo que todos na cidade conhecíamos.



Olhando tanta degradação, e tardando soluções que me parecem já não existir, pense-se até no golpe fatal, mas quem de direito que pense em algo, porque o que se passa hoje com o Águia Douro (o cinema, mas também o antigo café).

Casa do Infante

Dez anos depois de me terem dito que a planta da minha casa, por demasiada antiga, não mais poderia ser encontrada, alguém me avisou que bastaria passar pela Casa do Infante, fazer o pedido, que ela haveria de aparecer. Segui o conselho...

Desci a rua e vi a placa














Entrei e, na portaria, de uma forma simples e educada, foi encaminhado para o local onde deveria fazer o pedido. Segui as indicações, espantado com a beleza do edifício.
Passei, por exemplo, por estas "pedras"


A beleza e a limpeza do local condizem na perfeição com o pessoal que ali trabalha. Fui atentido com competência pouco habitual e com a delicadeza de quem sabe o que faz e para quem. Jamais acreditaria, não fosse minha a experiência, estar num serviço público, neste caso municipal. Para que fique registado: o pessoal que labora na Casa do Infante presta um serviço público de qualidade!!!
Terei que lá voltar, quando me telefonarem a dizer que posso levantar a planta (sim, disseram que me avisavam e acredito piamente que o farão), e vou pedir o livro de reclamações. É que um cidadão habituado à normalidade pode ter sérios problemas perante tanta competência e delicadeza...
Este mundo que deveria ser normal e é excepção encontra-se por detrás desta porta


21 fevereiro 2006

Fantas...

O Fantas já faz exibições. Começou, sem a pompa que a circunstância exigiria, mas com a qualidade mínima que um dos mais importantes festivais de cinema da Europa exige. Podia ser melhor se houvesse mais dinheiro, mas o senhor(?) presidente da Câmara do Porto deve olhar para o certame como uma simples de brincadeira de quem gosta de cinema. Num país que aposta nos serviços e que há décadas diz que a melhor forma de o rentabilizar é no turismo, deixa-se sem meios um festival que teve a primeira edição em 1981 (a data e o evento estão registados como importantes no site da Câmara, o presidente ainda não deve ter reparado...) e onde estrearam alguns dos melhores filmes de sempre e por onde passaram vários dos maiores realizadores da história do cinema. Enfim, mesmo contra a opinião de quem devia ajudar, o Fantasporto está a decorrer e só encerra no dia 5 de Março... Vamos ao cinema.

17 fevereiro 2006

Subscrevo

LIBERDADE?

"Hoje levantei-me cedo. Fui ler os jornais e os blogues do costume. É distracção minha, ou não estão convocadas manifestações de solidariedade em frente ao 24 Horas? No momento em que, pela primeira vez em trinta anos de democracia, um jornal português é alvo de rusga policial, onde páram os estrénuos defensores da liberdade de expressão? Acaso supõem que ela é indissociável de uma imprensa livre? Que é feito dos blogues de causas? E da indignação bem-pensante? Eu percebo. O 24 Horas não é dos «nossos». Nós somos todos muito finos para nos preocuparmos com jornalismo marron. Mas e o senhor Presidente da República? Desta vez não considera que estejam em causa direitos fundamentais?"

Isto pode ser lido aqui no "Da Literatura" e eu subcrevo por inteiro, penitenciando-me, contudo, pelo tardio do post

16 fevereiro 2006

(A)normalidades

Roubo I - Precoce

"Um rapaz de 15 anos foi apanhado a conduzir um autocarro em Veluwe, Amsterdão, alguns meses depois de ter roubado o primeiro e ter feito a ronda, apanhando passageiros pelo caminho, segundo o site noticioso alemão Expatica. (...) Em Novembro de 2005, o rapaz apoderou-se de outros autocarros, em três ocasiões diferentes, fazendo sempre a ronda.
Motoristas de autocarros estão admirados pelo adolescente mostrar tanta facilidade na condução do veículo, uma vez que até os motoristas mais experientes têm de praticar muito até conseguir conduzir bem um autocarro tão comprido. O rapaz explica: aprendeu a conduzir os bólides fazendo perguntas aos motoristas durante as suas viagens diárias e observando a sua condução. Um condutor até o ensinou a pôr o autocarro a trabalhar."

(PortugalDiário)


Roubo II – Coerência

"Detectives na Alemanha ficaram abismados quando um homem, que tinham acabado de deter por roubo, saiu da esquadra de polícia e arrancou num dos carros da frota. Os agentes dizem que o homem de 27 anos deve ter tirado a chave, guardando-a no bolso, durante o interrogatório. Depois de ter ouvido as acusações o indivíduo foi solto. Os polícias ficaram de queixo caído quando o viram a sair da esquadra, entrar num carro patrulha não assinalado e arrancar.
No final, o homem foi preso. De novo."

(PortugalDiário)

Expliquem!!!

Governo prevê vender oito empresas

Que expliquem os especialistas (liberais, o que quer que seja) por que razão o Estado aliena as empresas que dão lucros brutais? Não seria lógico que essas mesmas empresas que dão grandes lucros continuassem propriedade do Estado e contribuíssem para as contas públicas? Se não for para os governantes de ocasião garantirem mais dinheiro a (amigos?) quem já tem muito, expliquem-me essa lógica que me escapa...

Guerras a prazo

"A luta contra a rede terrorista Al-Qaeda prolongar-se-á por mais de dez anos, vaticinou hoje em Londres o chefe da brigada antiterrorista da Scotland Yard, Peter Clarke" (PortugalDiário)
Aceitam-se apostas quanto ao vencedor...

15 fevereiro 2006

Vejam o ordenado

Janelas

Nesta rua

Existe isto



e isto



e ainda isto





Subindo a rua e virando à direita, eis esta pérola


Nem IPPAR nem presidente

"A polémica sobre a boca de saída do túnel de Ceuta, junto ao Museu de Soares do Reis, não podia ter desfecho mais ridículo do que aquele que foi encontrado e que descredibiliza o IPPAR e a ministra da tutela, que, quando entrou em funções, logo se precipitou a avalizar a posição daquele organismo, sem suporte ou alternativa, quando deveria ter parado para pensar e só depois agir. Na altura, Rui Rio fez do falso problema um "cavalo de batalha autárquica" bem manipulado e que também contribuiu para afundar o concorrente socialista, Francisco Assis, que não discerniu nem perguntou a ninguém para formular uma solução alternativa.

Afinal, depois de ameaças, inclusive de "tomada de posse administrativa da obra", tudo ficou como estava, com a "nuance" surrealista de alguém propor como solução uma praça de cubos de granito (amarelo), ensanduichada entre dois troços de via de betuminoso, antes e depois da dita. Brilhante, como "desarrencanço" de desenho urbano e inovadora tecnologia de circulação automóvel na cidade! Se a moda pega, a cotação do cubo de granito (amarelo) depressa subirá nas pedreiras de Alpendurada, pois toda a gente sabe que nisto de modas, o parolismo não tem limites na sua propagação."

(Gomes Fernandes, in JN)
Politiquices que saem do bolso dos contribuintes! (Digo eu)

Criatividade







"Como forma de protesto, um indivíduo de Fafe pagou a factura da água de 2500 euros com moedas de um, dois e cinco cêntimos, num total de 322 quilos" (JN)

A criatividade amplia o impacto do protesto. Brilhante!

14 fevereiro 2006

Sair do túnel

Passar no túnel

Entrar no túnel

Liberdade

Cansa tanta estupidez e intolerância. Já não há pachorra para a polémica dos cartoons e tudo o que lhe está associado, inclusive uma inacreditável espiral de violência. Como se o passado não servisse de exemplo. Os guardiões do pensamento é que sabiam destas coisas...
“A liberdade mais difícil de manter é a liberdade de cometer erros” (Morris West)

13 fevereiro 2006

Quinas III

“A má disposição crónica denuncia incapacidade de se fazer amar. E quanto maior for o esforço pior será o resultado”

Peito

“PCP organiza cordão humano no Porto • Rui Rio acusado de limitar propaganda eleitoral”
(JN)

Rui Sá está a assumir, aos poucos, a relevância que sempre deveria ter tido na fiscalização à presidência de Rui Rio. A continuar assim, é bem possível que deixemos, finalmente, de lembrar Ilda Figueiredo. Não é um desejo, é uma necessidade

12 fevereiro 2006

Para reflectir

Paulo Azevedo, filho de Belmiro Azevedo, deu uma entrevista à Visão que merece uma leitura, porque dela emanam algumas ideias interessantes e que merecem reflexão. Pela concordância ou para serem contrariadas.
Três ideias sobre Porto, Norte, regionalização, o que seja...

- E vê uma metrópole dinâmica no Porto?
- Não. O Porto podia ter-se desenvolvido muito mais nos últimos dez anos e uma das razões para que isso não acontecesse - não a única seguramente - foi não ter uma forte actividade de comunicação social de dimensão nacional ou regional. Porque esta mexe com muitos serviços e com o conhecimento agregado. Tem um duplo efeito: o de melhorar a qualidade das decisões e do conhecimento, a consciência colectiva sobre os assuntos; e do ponto de vista económico, é um dinamizador importante: não se fazem empresas regionais se não houver maneira de comunicar produtos de forma regional. E uma empresa, depois de ser local e antes de ser nacional, tem de ser regional. Esse passo é muito mais difícil se não houver meios regionais.


É um regionalista?
[Silêncio]. Não me identifico com as pessoas que fazem discursos ditos regionalistas. Mas acho que Portugal, e Lisboa, seriam melhores se houvesse mais centros dinâmicos, não só no Porto como noutros locais. O Porto, que tem mais de um milhão de pessoas, é quase da dimensão de Lisboa. E Lisboa será tão mais importante quanto o resto do País for importante. Nesse sentido, as coisas não têm funcionado bem, tem-se feito uma centralização excessiva em Lisboa.


E não está convencido [OTA e TGV]?
Não. E tenho mais dificuldade em perceber o TGV e ainda mais dificuldade em perceber a linha Lisboa-Madrid. E não é por razões regionalistas ou bairristas. É porque eu não vejo nenhuma utilidade na linha. Acho que se aquilo custar cinco mil milhões, no dia seguinte o País está cinco mil milhões mais pobre. Não é mais fácil ir de Lisboa para Madrid de TGV do que de avião. Não há sítios intermédios, não é mais barato. Uma eventual linha Lisboa-Porto [suspiro]? não sei. Acho que Lisboa-Porto, se não houvesse a linha que há e se não se tivesse investido tanto dinheiro, era quase um caso ideal para uma linha de alta velocidade: são duas cidades importantes a 300 quilómetros de distância, com uma ou duas cidades relevantes a meio. Mas é preciso fazer contas. Pode ser importante, mas pode não valer o dinheiro todo.

Em termos gerais, estou de acordo e penso que as palavras do filho do homem da SONAE merecem ser discutidas.

10 fevereiro 2006

Há luz no túnel


Aleluia, o túnel vai ser acabado, ainda bem. Pelos vistos, esta nossa relação com Ceuta é sempre complicada. No idos, ficamos sem um rei que se lembrou de ir combater para Alcácer Quibir. Infelizmente, desta vez o rei (perdão, presidente) da Câmara mantém-se no posto. O que falta explicar são os porquês do IPPAR. O que antes estava errado, subitamente, deixou de estar... Só pessoas muito inteligentes podem entender estas coisa. Entretanto, o povo (o que desconta efectivamente para os impostos) paga as birrinhas!

quinas II

"Uma grande obra é feita de muitos pequenos nadas"

09 fevereiro 2006

Zona Histórica à venda

A Câmara do Porto está a alienar património na zona histórica. Não sei se bem ou mal, sei apenas que poucos têm conhecimento porque não está divulgado e isso, por princípio, não quer dizer nada de bom. Nem no célebre site da CMP existe qualquer esclarecimento. Quem quiser saber quais os espaços do negócio clique aqui no blog Kosta de Alhambeque

quinas I

" A ignorância pode dar felicidade; o conhecimento dá prazer"

08 fevereiro 2006

Tranquilidade


Ontem, deliciei-me com um passeio pela margem esquerda do Douro e continuo sem perceber, eu que nasci numa aldeia situada junto de uma das margens, o porquê do divórcio que existe entre a população e o rio. Será pelo medo que o aspecto agreste provoca? É estranho, mas não deixa de ser lindo e grandioso. A imagem, tirada de longe, dá ideia da tranquilidade que pode gerar um fim de tarde como o de ontem nas margens do Douro. Lindo!

07 fevereiro 2006

Gelo na Praça Velasquez






Quem passar por lá vai estranhar, porque uma parte do jardim da Praça Velasquez, rebaptizada de Sá Carneiro, foi invadida por uma espécie de minifeira. Não tem grande aspecto, mas sempre é a oferta de um espaço diferente numa cidade que tem quase nada para atrair os cidadãos. E além de carrocéis para os miúdos se divertiram - e eles divertem-se sempre -, de uma barraca que vende farturas, há uma pista de gelo para patinar. O único problema é que alguém se esqueceu de avisar os munícipes da existência, por tempo limitado, daquele espaço. Fica aqui um pequeno esforço de divulgação.

Regionalização

O líder do PSD-Porto, Marcos António, enviou uma carta a Marques Mendes reivindicando a reabertura do debate em torno da regionalização. Os inimigos da dita cuja (a regionalização, claro) vão repetir que é sempre do Porto que surgem estas ideias. Os outros, os que de facto se interessam pelo tema, por considerarem ser umas das fórmulas mais eficazes para dar um pontapé no marasmo em que país caiu, percebem que tudo isto não passa de um pretexto político. O PSD sempre foi e vai continuar a ser inimigo da regionalização. Nada disto invalida a necessidade, de um debate nacional sério que recoloque o tema na agenda da política portuguesa. Urgente!

06 fevereiro 2006

Ele põe-se a jeito


Bom futebol a render umas quantas bolas nos paus e uma série de boas defesas de Paulo Santos. Domínio total até conseguir o golo, alguma ansiedade depois. Contudo, o Braga só fizera um remate, que Helton defendeu. De repente, o árbitro não assinala fora-de-jogo que era e... manda marcar o penálti que não seria porque o jogador que "castigado" era o que estava em fora-de-jogo. Mais, minutos depois, novo penálti, agora na área do Braga, e o árbitro não assinalou. Paulos Santos continuou a fazer grandes defesas. Está visto, o homem tem azar, mas também fazer entrar Bruno Alves é pôr-se a jeito... E vai mais um empate.

04 fevereiro 2006

Até parecia um acidente

"Muitos e muitos curiosos deslocaram-se durante todo o sábado à papelaria Justino e Filhos, no Centro Comercial Horizonte, em Odivelas, para tentar saber alguma informação sobre o vencedor português do maior jackpot de sempre do Euromilhões. 'Sem exagero mais de 600 a 700 pessoas vieram hoje à loja. Com as desculpas mais curiosas e as compras mais inacreditáveis só para terem alguma novidade', contou ao PortugalDiário Isabel Justino, gerente do estabelecimento"
(PortugalDiário)

Se o acidente é do outro lado da auto-estrada, não faz mal: desacelera-se, abre-se o vidro e passa-se devagarinho, para ver bem... Este jeitinho português de exagerar na curiosidade. Será que algum dos que por lá passaram pensava pedir algum ao feliz contemplado?

Jazmin Grace... Grimaldi


O puto, diz a mãe, é filho de Alberto, que governa o Mónaco. Até aqui, tudo normal, para quem não tem palas nos olhos. Os outros iriam estranhar ver um negro no trono do principado dos ricos... É claro que o senhor diz que não é verdade, mas quem sabe se um dia o rapaz que até tem Grimaldo no nome prova que é mesmo filho e herdeiro do príncipe. Era muito bem feito!
Por enquanto, os senhores dizem que vão processar a jornalista que revelou a história, por ter invadido a privacidade do senhor. Era o que faltava. Já lá vão os tempos das públicas virtudes, vícios privados. O miúdo vai crescer e pode ser o herdeiro de um trono que diz respeito a muitos milhares de famílias e... biliões de euros.

02 fevereiro 2006

Afinal, ele tem dúvidas

"Rui Rio com dúvidas sobre projecto do novo Bolhão
Dúvidas de última hora levaram o presidente da Câmara do Porto, Rui Rio, a adiar a conferência de Imprensa de apresentação das linhas fundamentais do concurso para a reabilitação do Mercado do Bolhão, marcada para ontem"
(JN, DN, Público, todos)
Afinal, não é deus, tem dúvidas... Só falta dizer que também se engana. Quem sabe, talvez chegue lá!
Por mim, estou curiosíssimo por ver esse projecto para o Bolhão

01 fevereiro 2006

Quem é vivo!!!

Cheguei, mas muito lento. Vou preparar os toros para iniciar o aquecimento e depois logo se vê.

A seu dono

Fui chamado à atenção porque a foto publicada no post abaixo "cobertura" foi "amavelmente" retirada do blog "A Baixa do Porto". É verdade, e faltou a referência, obrigatória para quem anda nestas coisas com ética. Fica o reparo e o pedido de desculpas ao autor da foto e ao Blog em geral.

Consciência

"As autoridades policiais de Nashville detectaram um carro aos ziguezagues numa auto-estrada e mandaram-no parar. A condução errática e aparentemente distraída alertou os polícias que acabaram por perceber que o homem, ao mesmo tempo que conduzia, via uma revista pornográfica"
(Portugal Diário)
Homem distraído! Já há reprodutores de DVD para o carro, não é preciso distrair-se a ler, pode fazê-lo só a ver. Acham que não? Sou testemunha. Só não tive tempo de verificar se o filme era pornográfico, mas que o condutor ia a olhar para o écran do DVD colocado junto ao pára-brisas, ia!

30 janeiro 2006

A bela recuperação do Carregal

Gostei


porque foi recuperado




e melhorado



Mas não disto (Hélder Pacheco tem razão; é suposto ser um banco confortável; não é!)

29 janeiro 2006

O trânsito na cidade

"Viabilidade na baixa", assinado por Matteo Tiepolo, aqui. Ou um contributo/pedido para melhorar a qualidade de vida na cidade. Escrito por alguém que decidiu morar connosco.

Só uma?!!!

A Câmara do Porto equaciona realizar uma Semana Cultural da Baixa, com dezenas de eventos, numa iniciativa similar à animação bianual promovida no Chiado, em Lisboa. Por que não duas, três, seis?... O Porto está em coma e necessita de injecções várias, sobretudo de cultura, para reviver. Multiplicam-se as notícias sobre a reabilitação da Baixa, que, em termos arquitectónicos, já estará em marcha - fiquemos atentos, para que não pare -, mas é preciso dar-lhe o calor que depende exclusivamente do ser humano. Iniciativas culturais - variadas e destinadas a TODOS - funcionarão como mote para a ressurreição definitiva da cidade.
Mais uma ideia para os que são contra a nova Avenida dos Aliados: mantenham a luta, se continuam a acreditar na sua bondade, mas acrescentem-lhe novas reivindicações, como fechar a Avenida ao trânsito e abri-la exclusivamente às pessoas, com animação cultural, música, teatro, esplanadas, espaços de convívio. Isso, sim, fará respirar de novo o nosso Porto.

28 janeiro 2006

Cegos e surdos







Na segunda-feira, dia 30, faz 58 anos que foi assassinado Mahatma Gandhi, o indiano que relembrou (ensinou!) ao Mundo uma forma diferente de combater pelos ideais mais nobres: o pacifismo. A revista “Times” elegeu-o em 1932 “Homem do ano” e colocou-o na capa da edição de 5 de Janeiro desse ano. Mais de meio século e muitas guerras depois, o Mundo continua cego e surdo à mensagem.

Pensamento do dia

"Trate bem a terra. Ela não lhe foi doada pelos seus pais, foi-lhe emprestada pelos seus filhos"
(pode ler-se em http://pedemeias.blogspot.com e deve ser tomada como pensamento do dia... a dia)

Para variar

"Reabilitar não significou destruir ou falsificar, mas restituir ao Carregal o seu espírito. E, finalmente, o horroroso edifício do Instituto de Puericultura que, nos anos 50, roubou espaço ao jardim, foi demolido. Que surpresa, em terra de empatas e burocratas! O Carregal ficou, pela primeira vez para muitos olhos, intacto. E, como dantes, belo, poético e romântico. Só não tiro o chapéu aos seus requalificadores por causa dos bancos. Que pena!"
Hélder Pacheco (JN)

Passei por lado e confirmo, palavra por palavra, o discurso de um dos guardiões da cidade. O Jardim do Carregal foi recuperado e com bom gosto. Bem feito, para variar.

25 janeiro 2006

“Vou de certeza”

Não sou tão profícuo assim. O aumento do tráfego por aqui, hoje especificamente, tem a ver com a tendência de alguns profissionais liberais de contribuíram para a miserável produtividade deste país. Ontem, de manhã, esperei, como combinado, por um picheleiro. Acabei em casa dele a ouvir… “não tive culpa, demorei muito no banco, aqueles gajos…”.
- E então?
- Amanhã, sem falta.
- Mas é mesmo?
- É mesmo. Aí pelas dez, dez e meia estou a bater-lhe à porta.
São 12h12, a pinga continua a cair e o picheleiro deve estar aí num banco qualquer. Sentado, imagino.
Eu desisto, vou procurar outro. Não há forma de me habituar a esta falta de respeito pelos compromissos assumidos.

Combate à crise!

Espanha: prostitutas de rua multadas. E clientes também
O governo autonómico da Catalunha anunciou hoje que está a finalizar uma nova lei de regulamentação dos serviços sexuais, que aposta na penalização de prostituição de rua e protege tanto as trabalhadoras, como clientes de bordéis. O anúncio coincide com a entrada em vigor de novas regras da câmara de Barcelona sobre "convivência" urbana que inclui multas para prostitutas de rua e para os seus clientes, bem como para a mendicidade organizada. As regras previstas para a região autónoma, que estão a ser delineadas agora, prevêem a aplicação de multas até 600 euros, quer a prostitutas de rua, quer aos seus clientes, combatendo ainda o proxenetismo, que terá multas até 100 mil euros.”
(Portugal Diário)
Bons exemplos?

Para ler devagar









Acabei. Mas prolonguei até onde foi possível a leitura. O prazer era tal que o saboreei como uma criança que coloca um bocado de chocolate na boca e vai-lhe tocando ao de leve, para sentir cada bocadinho da doçura. O livro não é doce, mas é uma fantástica experiência, aprimorada com uma pitada q.b. de non sense. Para se sorver aos poucos. Quem não tiver, compre. Vale o (pequeno) investimento.

O nosso Marquês vai ficar bonito

O arquitecto Gomes Fernandes confirma boas notícias no JN: as obras do Jardim do Marquês vão arrancar e está garantido que o desenho será idêntico ao que existia, melhorado.

Não era assuntos destes, fundamentais para a cidade, que o Executivo camarário deveria estar a discutir? Vivam as futilidades...

Pequenos nadas

“O PS fala em propaganda. A CDU em uso partidário de algo que é pago por todos os munícipes. O alvo são os conteúdos do site oficial da Câmara do Porto ( ), cuja responsabilidade editorial o presidente Rui Rio assumiu ontem. Sem munícipes a ouvir, se bem que a reunião tenha sido pública, maioria PSD/PP e oposição socialista e comunista esgrimiram argumentos, trocaram acusações e acabaram num estranho consenso à volta de resultados das presidenciais, de fotos do Executivo e de participação dos vereadores sem pelouro. Horas depois, a discussão em torno do site era a notícia do dia. No site”
(“Jornal de Notícias”)

Não haverá nada de verdadeiramente importante para discutir e decidir no Executivo da Câmara do Porto? Bem parece que a cidade está em coma…

24 janeiro 2006

Cobertura


Li no Público que está a ser discutido um projecto para cobrir três partes da VCI - Boavista, Prelada e Antas. A ideia assusta, a intenção parece boa. O que continuo sem entender é de onde vem o dinheiro, ou agora a Câmara do Senhor Rio deixou de ter dificuldades financeiras. Se for o poder central a pagar, sou a favor

23 janeiro 2006

Mais do mesmo

Esperei até agora e nada. Durante a campanha, de um lado ouvi dizer que a vitória do Cavaco provocaria o caos; do outro, que o triunfo elevaria o país ao céu. Afinal, está tudo na mesma. E sou capaz de apostar que assim continuará. Tal como os presidentes anteriores, Cavaco fará um primeiro mandato calmo, garantindo a reeleição, e um segundo um pouquito mais complicado. A seguir, vai embora com umas palmaditas nas costas e uma gorda reforma. A história das moscas e da merda não muda mesmo.

22 janeiro 2006

Trrrrrim









Falaram os derrotados. Denominador (quase) comum: afirmar terem telefonado a Cavaco a dar os parabéns. O procurador-geral da República pode confirmar…

Ombro experiente


Este senhor, Fernando Gomes, pode oferecer o ombro amigo para Mário Soares carpir as mágoas. É que ele sabe o que custa querer voltar ao tacho e os eleitores não deixarem. Valeu o outro amigo, o Sócrates, que lhe deu outro tacho na GALP. Ficava-lhe bem ser grato e, agora, aturar o Soares, para este deixar o Sócrates em paz.

Futeboleiros

Os maiores partidos jamais entenderam a necessidade de abandonarem a postura de clube de futebol, divertindo-se a aliciar as bases que lhes permitem disputar aquele ‘ora agora ganho eu ora agora ganhas tu’, protagonizado por PS e PSD. Assistindo às reacções de rua após o anúncio da vitória de Cavaco, reouvi o regozijo dos mesmos que gritam os títulos do FC Porto ou do Benfica. Infelizmente, são estes que ‘escolhem’ quem nos governa, e assim elegeram Sócrates, e são estes que ‘escolhem’ quem fiscaliza quem nos governa, e acabam de eleger Cavaco. Definitivamente, estamos entregues aos bichos.
Uma vez, o meu amigo Luís chamou-me a atenção para uma frase de Churchill, que dizia: "Cada povo tem os politícos que merece". Eu contestei, hoje dou-lhe toda a razão.

Pelo menos, foi

Reparem na primeira casa branca, do lado direito. Mora aí uma cidadã, com alguma idade, que ao final da manhã exerceu o seu direito de voto. Voltem à foto e olhem para cima, para o lado esquerdo, onde está a árvore. É aí a mesa de voto. Pois, a dita senhora saiu, abriu a porta da garagem, tirou o carro, fechou a porta da garagem, voltou a entrar no carrro e arrancou para o votar.
Cerca de 100 metros à frente, estacionou, do lado esquerdo, e entrou na escola, onde votou. Regressou ao carro, fez inversão de marcha, repetiu os cerca de 100 metros, deu pisca, abriu a porta da garagem, estacionou o carro e fechou a porta da garagem.
Pelo menos, foi votar!

COÇAR onde é preciso



Acabo de sair do Rivoli e de levar mais uma injecção do genial bom humor de José Pedro Gomes. Ele representa, assina o texto e é autor da encenação do "Coçar onde é preciso". É muito trabalho para um homem só, até pelo desgaste que representa, mas muito bem conseguido, neste caso.
Roçando, por vezes, a brejeirice, sem jamais deixar escapar o bom gosto que lhe está entranhado, José Pedro Gomes dirige-nos, através do humor, num roteiro por muitos dos males que minam a sociedade portuguesa, colocando, vezes sem conta, o dedo nas feridas que mais fazem doer.
Imperdível, mas apenas para quem já tiver bilhete. Pelo que percebi, até as duas sessões extra estão esgotadas.

21 janeiro 2006

Eurodesilusão



O Euromihões voltou a dar Jackpot, elevando o prémio para números inimagináveis ao comum dos mortais, como já eram os da semana passada. Há, contudo, uma diferença em relação à semana passada, que vai revelar-se desastrosa para muitas famílias (portuguesas e não só, mas, fundamentalmente, portuguesas): esta é semana de receber ordenado. A tentação é mais do que óbvia: todo o dinheiro é "bom" para tentar a sorte. Ainda que jamais o admitam, haverá muitos, com ou sem a concordância do cônjuge, que apostarão parte substancial do ordenado, arriscando o orçamento familiar de todo o mês senão também o de alguns dos seguintes. Afinal, comentava-se já na semana passada que havia quem estivesse a pedir financiamentos para apostar no Euromilhões...
Quase 30 milhões de contos... é mais do que José Mourinho terá ganho até hoje e provavelmente do que ganhará em toda a carreira. Tentador, não fossem as absurdas probabilidades de desilusão.

16 janeiro 2006

"Mano"

Doutores de Português:
"Quando tiver um mano, vai-se chamar Herrare porque Herrare é o mano".
Obviamente

Um pensamento (roubado) a abrir

É uma forma como outra qualquer para abertura. Gostei e fiz copy/past. Eis o resultado:
"O poder do álcool só não está acima do poder da religião por causa de um
mísero detalhe (o maior de todos os míseros detalhes): a ressaca", Fabio Danesi Rossi