16 fevereiro 2006

(A)normalidades

Roubo I - Precoce

"Um rapaz de 15 anos foi apanhado a conduzir um autocarro em Veluwe, Amsterdão, alguns meses depois de ter roubado o primeiro e ter feito a ronda, apanhando passageiros pelo caminho, segundo o site noticioso alemão Expatica. (...) Em Novembro de 2005, o rapaz apoderou-se de outros autocarros, em três ocasiões diferentes, fazendo sempre a ronda.
Motoristas de autocarros estão admirados pelo adolescente mostrar tanta facilidade na condução do veículo, uma vez que até os motoristas mais experientes têm de praticar muito até conseguir conduzir bem um autocarro tão comprido. O rapaz explica: aprendeu a conduzir os bólides fazendo perguntas aos motoristas durante as suas viagens diárias e observando a sua condução. Um condutor até o ensinou a pôr o autocarro a trabalhar."

(PortugalDiário)


Roubo II – Coerência

"Detectives na Alemanha ficaram abismados quando um homem, que tinham acabado de deter por roubo, saiu da esquadra de polícia e arrancou num dos carros da frota. Os agentes dizem que o homem de 27 anos deve ter tirado a chave, guardando-a no bolso, durante o interrogatório. Depois de ter ouvido as acusações o indivíduo foi solto. Os polícias ficaram de queixo caído quando o viram a sair da esquadra, entrar num carro patrulha não assinalado e arrancar.
No final, o homem foi preso. De novo."

(PortugalDiário)

Expliquem!!!

Governo prevê vender oito empresas

Que expliquem os especialistas (liberais, o que quer que seja) por que razão o Estado aliena as empresas que dão lucros brutais? Não seria lógico que essas mesmas empresas que dão grandes lucros continuassem propriedade do Estado e contribuíssem para as contas públicas? Se não for para os governantes de ocasião garantirem mais dinheiro a (amigos?) quem já tem muito, expliquem-me essa lógica que me escapa...

Guerras a prazo

"A luta contra a rede terrorista Al-Qaeda prolongar-se-á por mais de dez anos, vaticinou hoje em Londres o chefe da brigada antiterrorista da Scotland Yard, Peter Clarke" (PortugalDiário)
Aceitam-se apostas quanto ao vencedor...

15 fevereiro 2006

Vejam o ordenado

Janelas

Nesta rua

Existe isto



e isto



e ainda isto





Subindo a rua e virando à direita, eis esta pérola


Nem IPPAR nem presidente

"A polémica sobre a boca de saída do túnel de Ceuta, junto ao Museu de Soares do Reis, não podia ter desfecho mais ridículo do que aquele que foi encontrado e que descredibiliza o IPPAR e a ministra da tutela, que, quando entrou em funções, logo se precipitou a avalizar a posição daquele organismo, sem suporte ou alternativa, quando deveria ter parado para pensar e só depois agir. Na altura, Rui Rio fez do falso problema um "cavalo de batalha autárquica" bem manipulado e que também contribuiu para afundar o concorrente socialista, Francisco Assis, que não discerniu nem perguntou a ninguém para formular uma solução alternativa.

Afinal, depois de ameaças, inclusive de "tomada de posse administrativa da obra", tudo ficou como estava, com a "nuance" surrealista de alguém propor como solução uma praça de cubos de granito (amarelo), ensanduichada entre dois troços de via de betuminoso, antes e depois da dita. Brilhante, como "desarrencanço" de desenho urbano e inovadora tecnologia de circulação automóvel na cidade! Se a moda pega, a cotação do cubo de granito (amarelo) depressa subirá nas pedreiras de Alpendurada, pois toda a gente sabe que nisto de modas, o parolismo não tem limites na sua propagação."

(Gomes Fernandes, in JN)
Politiquices que saem do bolso dos contribuintes! (Digo eu)

Criatividade







"Como forma de protesto, um indivíduo de Fafe pagou a factura da água de 2500 euros com moedas de um, dois e cinco cêntimos, num total de 322 quilos" (JN)

A criatividade amplia o impacto do protesto. Brilhante!

14 fevereiro 2006

Sair do túnel

Passar no túnel

Entrar no túnel

Liberdade

Cansa tanta estupidez e intolerância. Já não há pachorra para a polémica dos cartoons e tudo o que lhe está associado, inclusive uma inacreditável espiral de violência. Como se o passado não servisse de exemplo. Os guardiões do pensamento é que sabiam destas coisas...
“A liberdade mais difícil de manter é a liberdade de cometer erros” (Morris West)

13 fevereiro 2006

Quinas III

“A má disposição crónica denuncia incapacidade de se fazer amar. E quanto maior for o esforço pior será o resultado”

Peito

“PCP organiza cordão humano no Porto • Rui Rio acusado de limitar propaganda eleitoral”
(JN)

Rui Sá está a assumir, aos poucos, a relevância que sempre deveria ter tido na fiscalização à presidência de Rui Rio. A continuar assim, é bem possível que deixemos, finalmente, de lembrar Ilda Figueiredo. Não é um desejo, é uma necessidade

12 fevereiro 2006

Para reflectir

Paulo Azevedo, filho de Belmiro Azevedo, deu uma entrevista à Visão que merece uma leitura, porque dela emanam algumas ideias interessantes e que merecem reflexão. Pela concordância ou para serem contrariadas.
Três ideias sobre Porto, Norte, regionalização, o que seja...

- E vê uma metrópole dinâmica no Porto?
- Não. O Porto podia ter-se desenvolvido muito mais nos últimos dez anos e uma das razões para que isso não acontecesse - não a única seguramente - foi não ter uma forte actividade de comunicação social de dimensão nacional ou regional. Porque esta mexe com muitos serviços e com o conhecimento agregado. Tem um duplo efeito: o de melhorar a qualidade das decisões e do conhecimento, a consciência colectiva sobre os assuntos; e do ponto de vista económico, é um dinamizador importante: não se fazem empresas regionais se não houver maneira de comunicar produtos de forma regional. E uma empresa, depois de ser local e antes de ser nacional, tem de ser regional. Esse passo é muito mais difícil se não houver meios regionais.


É um regionalista?
[Silêncio]. Não me identifico com as pessoas que fazem discursos ditos regionalistas. Mas acho que Portugal, e Lisboa, seriam melhores se houvesse mais centros dinâmicos, não só no Porto como noutros locais. O Porto, que tem mais de um milhão de pessoas, é quase da dimensão de Lisboa. E Lisboa será tão mais importante quanto o resto do País for importante. Nesse sentido, as coisas não têm funcionado bem, tem-se feito uma centralização excessiva em Lisboa.


E não está convencido [OTA e TGV]?
Não. E tenho mais dificuldade em perceber o TGV e ainda mais dificuldade em perceber a linha Lisboa-Madrid. E não é por razões regionalistas ou bairristas. É porque eu não vejo nenhuma utilidade na linha. Acho que se aquilo custar cinco mil milhões, no dia seguinte o País está cinco mil milhões mais pobre. Não é mais fácil ir de Lisboa para Madrid de TGV do que de avião. Não há sítios intermédios, não é mais barato. Uma eventual linha Lisboa-Porto [suspiro]? não sei. Acho que Lisboa-Porto, se não houvesse a linha que há e se não se tivesse investido tanto dinheiro, era quase um caso ideal para uma linha de alta velocidade: são duas cidades importantes a 300 quilómetros de distância, com uma ou duas cidades relevantes a meio. Mas é preciso fazer contas. Pode ser importante, mas pode não valer o dinheiro todo.

Em termos gerais, estou de acordo e penso que as palavras do filho do homem da SONAE merecem ser discutidas.

10 fevereiro 2006

Há luz no túnel


Aleluia, o túnel vai ser acabado, ainda bem. Pelos vistos, esta nossa relação com Ceuta é sempre complicada. No idos, ficamos sem um rei que se lembrou de ir combater para Alcácer Quibir. Infelizmente, desta vez o rei (perdão, presidente) da Câmara mantém-se no posto. O que falta explicar são os porquês do IPPAR. O que antes estava errado, subitamente, deixou de estar... Só pessoas muito inteligentes podem entender estas coisa. Entretanto, o povo (o que desconta efectivamente para os impostos) paga as birrinhas!

quinas II

"Uma grande obra é feita de muitos pequenos nadas"

09 fevereiro 2006

Zona Histórica à venda

A Câmara do Porto está a alienar património na zona histórica. Não sei se bem ou mal, sei apenas que poucos têm conhecimento porque não está divulgado e isso, por princípio, não quer dizer nada de bom. Nem no célebre site da CMP existe qualquer esclarecimento. Quem quiser saber quais os espaços do negócio clique aqui no blog Kosta de Alhambeque

quinas I

" A ignorância pode dar felicidade; o conhecimento dá prazer"

08 fevereiro 2006

Tranquilidade


Ontem, deliciei-me com um passeio pela margem esquerda do Douro e continuo sem perceber, eu que nasci numa aldeia situada junto de uma das margens, o porquê do divórcio que existe entre a população e o rio. Será pelo medo que o aspecto agreste provoca? É estranho, mas não deixa de ser lindo e grandioso. A imagem, tirada de longe, dá ideia da tranquilidade que pode gerar um fim de tarde como o de ontem nas margens do Douro. Lindo!

07 fevereiro 2006

Gelo na Praça Velasquez






Quem passar por lá vai estranhar, porque uma parte do jardim da Praça Velasquez, rebaptizada de Sá Carneiro, foi invadida por uma espécie de minifeira. Não tem grande aspecto, mas sempre é a oferta de um espaço diferente numa cidade que tem quase nada para atrair os cidadãos. E além de carrocéis para os miúdos se divertiram - e eles divertem-se sempre -, de uma barraca que vende farturas, há uma pista de gelo para patinar. O único problema é que alguém se esqueceu de avisar os munícipes da existência, por tempo limitado, daquele espaço. Fica aqui um pequeno esforço de divulgação.