22 janeiro 2006

Trrrrrim









Falaram os derrotados. Denominador (quase) comum: afirmar terem telefonado a Cavaco a dar os parabéns. O procurador-geral da República pode confirmar…

Ombro experiente


Este senhor, Fernando Gomes, pode oferecer o ombro amigo para Mário Soares carpir as mágoas. É que ele sabe o que custa querer voltar ao tacho e os eleitores não deixarem. Valeu o outro amigo, o Sócrates, que lhe deu outro tacho na GALP. Ficava-lhe bem ser grato e, agora, aturar o Soares, para este deixar o Sócrates em paz.

Futeboleiros

Os maiores partidos jamais entenderam a necessidade de abandonarem a postura de clube de futebol, divertindo-se a aliciar as bases que lhes permitem disputar aquele ‘ora agora ganho eu ora agora ganhas tu’, protagonizado por PS e PSD. Assistindo às reacções de rua após o anúncio da vitória de Cavaco, reouvi o regozijo dos mesmos que gritam os títulos do FC Porto ou do Benfica. Infelizmente, são estes que ‘escolhem’ quem nos governa, e assim elegeram Sócrates, e são estes que ‘escolhem’ quem fiscaliza quem nos governa, e acabam de eleger Cavaco. Definitivamente, estamos entregues aos bichos.
Uma vez, o meu amigo Luís chamou-me a atenção para uma frase de Churchill, que dizia: "Cada povo tem os politícos que merece". Eu contestei, hoje dou-lhe toda a razão.

Pelo menos, foi

Reparem na primeira casa branca, do lado direito. Mora aí uma cidadã, com alguma idade, que ao final da manhã exerceu o seu direito de voto. Voltem à foto e olhem para cima, para o lado esquerdo, onde está a árvore. É aí a mesa de voto. Pois, a dita senhora saiu, abriu a porta da garagem, tirou o carro, fechou a porta da garagem, voltou a entrar no carrro e arrancou para o votar.
Cerca de 100 metros à frente, estacionou, do lado esquerdo, e entrou na escola, onde votou. Regressou ao carro, fez inversão de marcha, repetiu os cerca de 100 metros, deu pisca, abriu a porta da garagem, estacionou o carro e fechou a porta da garagem.
Pelo menos, foi votar!

COÇAR onde é preciso



Acabo de sair do Rivoli e de levar mais uma injecção do genial bom humor de José Pedro Gomes. Ele representa, assina o texto e é autor da encenação do "Coçar onde é preciso". É muito trabalho para um homem só, até pelo desgaste que representa, mas muito bem conseguido, neste caso.
Roçando, por vezes, a brejeirice, sem jamais deixar escapar o bom gosto que lhe está entranhado, José Pedro Gomes dirige-nos, através do humor, num roteiro por muitos dos males que minam a sociedade portuguesa, colocando, vezes sem conta, o dedo nas feridas que mais fazem doer.
Imperdível, mas apenas para quem já tiver bilhete. Pelo que percebi, até as duas sessões extra estão esgotadas.

21 janeiro 2006

Eurodesilusão



O Euromihões voltou a dar Jackpot, elevando o prémio para números inimagináveis ao comum dos mortais, como já eram os da semana passada. Há, contudo, uma diferença em relação à semana passada, que vai revelar-se desastrosa para muitas famílias (portuguesas e não só, mas, fundamentalmente, portuguesas): esta é semana de receber ordenado. A tentação é mais do que óbvia: todo o dinheiro é "bom" para tentar a sorte. Ainda que jamais o admitam, haverá muitos, com ou sem a concordância do cônjuge, que apostarão parte substancial do ordenado, arriscando o orçamento familiar de todo o mês senão também o de alguns dos seguintes. Afinal, comentava-se já na semana passada que havia quem estivesse a pedir financiamentos para apostar no Euromilhões...
Quase 30 milhões de contos... é mais do que José Mourinho terá ganho até hoje e provavelmente do que ganhará em toda a carreira. Tentador, não fossem as absurdas probabilidades de desilusão.

16 janeiro 2006

"Mano"

Doutores de Português:
"Quando tiver um mano, vai-se chamar Herrare porque Herrare é o mano".
Obviamente

Um pensamento (roubado) a abrir

É uma forma como outra qualquer para abertura. Gostei e fiz copy/past. Eis o resultado:
"O poder do álcool só não está acima do poder da religião por causa de um
mísero detalhe (o maior de todos os míseros detalhes): a ressaca", Fabio Danesi Rossi