22 março 2007

Os outros também dizem

Publicado no insuspeito jornal de Madrid, como se comprova pelo link. Sem mais comentários...

"Vigo no será, finalmente, la sede del secretariado técnico de la Unión Europea (UE) que debe gestionar los programas de cooperación transfronteriza entre España y Portugal entre 2007 y 2013, incluidos los que pongan en marcha Galicia y la Región Norte de Portugal. Badajoz se ha impuesto finalmente a la candidatura gallega, en parte gracias al interés del Gobierno portugués en desincentivar iniciativas que puedan alentar cualquier afán autonomista en torno a Oporto. La Xunta ofrecía como sede parte de las instalaciones del Centro Tecnológico del Mar.
La decisión, que todavía no es oficial pero ya ha sido confirmada por fuentes del Ministerio de Economía y de los Gobiernos de Galicia y Extremadura, da al traste con las aspiraciones de Vigo, cuya candidatura es un proyecto personal del presidente de la Xunta, Emilio Pérez Touriño.
La elección de Badajoz representa un éxito político de la Junta presidida por Juan Carlos Rodríguez Ibarra frente a las aspiraciones gallegas, pero también una victoria económica. De hecho supondrá para la localidad extremeña 19 millones de euros de la UE destinados a poner en marcha la sede del secretariado técnico y sufragar su dotación de personal para gestionar los 350 millones con los que la Unión financiará la cooperación hispanolusa a lo largo de toda la frontera hasta 2013. Badajoz se ocupará también de la parte de ese dinero que corresponde a las iniciativas conjuntas entre Galicia y la Región Norte de Portugal y que fuentes de la Xunta sitúan entre los 80 y los 90 millones para todo el período.
Pero en la decisión de los Gobiernos de Lisboa y Madrid no ha pesado exclusivamente el interés de Extremadura. El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.De hecho, la Xunta tenía mucho interés en hacerse cargo de la gestión de los fondos a través de un nuevo instrumento comunitario, una Agrupación Europea de Cooperación Transfronteriza (AECT), que permitiría a la Región Norte dotarse de un organismo con personaldad jurídica propia, algo de lo que carece en el sistema constitucional portugués. La AECT permitiría a ambos territorios, protagonistas desde hace años de la cooperación a lo largo de la frontera, superar el estrecho marco de la Comunidad de Trabajo, dentro la cual habían venido situando sus iniciativas. La AECT permitiría además, según fuentes de la Xunta, consolidar la relación con el Norte de Portugal cuando se acaben los fondos europeos de cooperación al salvar definitivamente las dificultades derivadas de la naturaleza centralizada del Estado portugués".

4 comentários:

neves de ontem disse...

Eu moro perto de Badajoz. É possível que o senhor Fernando Rogério não saiba que na Extremadura espanhola há muito interesse pelo pais vizinho. Um exemplo: metade dos alunos de portugués das EOI(escola oficial de idiomas) de Espanha TODA estão em Extremadura. Há iniciativas também para converter o português em segunda língua nas escolas primárias e secundárias. Sem falar de interesses económicos. Neste momento Extremadura está a olhar para Portugal, embora muitos portugueses ainda desconheçam isto. Além disso, penso que Portugal não é só a região Norte.

Cumprimentos

Fernando Rogério disse...

A minha intenção não foi, nunca seria, dar a ideia de que o Norte é melhor ou deve ter privilégios. Não, eu respeito todas as regiões, incluindo Lisboa, mas não o Poder Central enquanto mandante de tudo. Sou daqueles que viajam e conhecem o País e acho que todas as regiões têm as suas belezas e necessidades. Mas não é disso que o artigo fala, antes da arrogância do Poder Central em vetar uma determinada região porque está próxima do Porto. Isto, sim, é a arrogância (misturada com receio) do Poder Central. De resto, nada tenho contra o facto de a escolha ser Badajoz; o que critico - e o artigo deixa-o bem claro - são os motivos. Infelizmente, Badajoz não foi escolhido porque era a melhor opção, mas sim por estar longe do Porto. Estranho, não? Já agora, um abraço para esse Alentejo, que é lindo!

neves de ontem disse...

Boa tarde!
Houve na Galiza pessoas do BNG que, depois da escolha, "exigiram" ao governo espanhol mudar a decisão. Penso que os políticos extremenhos, neste assunto, fizeram bem o seu trabalho. Também acho que no Porto há muitas pessoas que só olham para Lisboa. O resto é paisagem? Fico com o abraço alentejano, mas sou espanhola e moro na província de Badajoz, =)
Cumprimentos

Fernando Rogério disse...

Saúdo a internacionalização do blog, mais ainda por se tratar de vizinhança que, pelas palavras, me parece da recomendável. Por isso, mantenho o abraço ao Alentejo e estendo-o à Extremadura espanhola - que, infelizmente, conheço menos bem do que gostaria. Seja bem-vinda