05 dezembro 2007

"O Porto está estragado".



"Viagem à volta do mundo
na Rua do Cimo de Vila

Uma pequena rua, no centro do Porto, já foi território da burguesia mercantil. Hoje, mistura portuenses antigos com imigrantes da Índia, da China, da Argélia, de África e do Bangladesh. Samir Bouça, preso por suspeitas de terrorismo internacional, tinha lá uma barbearia"

In Público

Cresci aqui e não me apetece reprimir a nostalgia, porque as origens são-nos companhia permanente (mesmo naqueles que as dizem renegar, até por ser impossível renegar o não-existente). Dói-me, sobretudo, o abandono, que se generaliza na zona histórica. É curioso, porque apesar dos novos "habitantes", quando por lá se passa, experimenta-se uma estranha sensação de vazio. Uma senhora, ao comentar hoje na TV o estado Baixa cidade, disse uma frase que me parece perfeita para descrever a situação: "O Porto está estragado".

Não desisti

Está difícil recuperar o ritmo, mas chego lá

12 novembro 2007

Os cinemas que deixaram de ser

“Centro da cidade volta a ter cinema

Com a abertura do Porto Gran Plaza, a Baixa do Porto volta a ter cinemas. As seis salas incluídas no projecto levado a cabo pelo grupo Martifer serão mesmo das poucas a passar filmes na cidade. Além do Gran Plaza, o Porto só tem cinemas em mais dois centros comerciais Dolce Vita (Antas) e Cidade do Porto (Boavista), sendo que estas últimas salas estão em vias de fechar no princípio do próximo ano, segundo noticiou, ontem, o Público.”


Isto foi escrito no JN no dia 4, de acordo com as expectativas criadas quando do anúncio de um projecto que a Câmara do Porto qualificou de exemplar, porque ajudaria a incentivar as pessoas a permanecer na cidade.
Dias depois, o JN foi obrigado a emendar:

“O novo centro comercial da Baixa do Porto, afinal, não vai ter cinemas. Simão Cruz, da Martifer, empresa gestora do projecto, explicou, ao JN, que a ideia de instalar salas de cinema surgiu numa fase inicial, mas que foi abandonada, em favor da implantação de um health-club do grupo Virgin. Assim, o centro da cidade do Porto continuará a não ter salas de cinema, ao contrário do que foi noticiado pelo JN no passado domingo, após informações recolhidas junto da empresa que está a fazer assessoria à inauguração do Porto Gran Plaza e conforme tinha sido revelado aquando dos anúncios iniciais da realização do projecto”.

Que disse a Câmara, entretanto? Nada. Entre o anúncio do projecto e a inauguração da obra desapareceram os cinemas, uma das razões apresentadas pela CMP para permitir a construção de um centro comercial do outro lado da rua de um outro já existente. É assim que esta cidade é (des)governada...

06 novembro 2007

Viagens

Outro assunto que fica em dia. A Sofia esteve em Barcelona e mandou fotos do que viu. Já lá vão meses. Aqui ficam, para apreciarmos.



Olhares do Porto



Compromissos que estavam em arquivo. Esta é uma contribuição - já com meses - do meu amigo Rui Guimarães, um apaixonado pela cidade do Porto que, de vez em quando, anda por aí com a máquina fotográfica. E faz coisas bonitas como estas...

05 novembro 2007

Dia negro

Há dias em que, de manhã, uma avó e dois netos - um morre - são atropelados numa passadeira e, à tarde, um autocarro tem um acidente e morrem mais 13 pessoas, ficando 40 feridas. Não há palavras. Má onda, que não esconde tudo o resto. O luto justifica-se!

04 novembro 2007

Fede

Uma das razões do regresso e tinha que ser hoje: é ao domingo que os rapazes têm espaço nobre na RTP e, de vez em quando, conseguem coisas geniais. Infelizmente, os Gatos Fedorentos já não me arrancam mais de que leves sorrisos. Afinal, a irreverência que lhes é atribuída em doses industriais não passa de um embuste, porque o que hoje fazem, preferencialmente, é algo fácil e politicamente correcto. Senão, repare-se: tudo o que é crítica à corrupção, à burrice ou ao idiotismo é feito com a pronúncia do Norte. Coincidência? Vão chamar burro a outro. Além das piadas ao Sócrates (sempre na moda), atacar o futebol e as autarquias com pronúncia do Norte é êxito garantido. Vão pastar!

Regresso








Estou de volta. Porque me apetece!

26 abril 2007

Umbigo












Há mais de 24 horas que as televisões tentam meter o país, de lés-a-lés, dentro do túnel, como se nada mais existisse. Foi-se a vergonha!

25 abril 2007

Sempre





Obrigado aos obreiros, mesmo em nome daqueles que, falando mal, não entendem que só o podem fazer porque ele existiu. É bom que nunca seja esquecido

(escrevi este texto há um ano, está actual)

28 março 2007

Afinal, alivia mas não só. Será?




"Pílula anti-arroto para vacas
Na luta contra o aquecimento global, o cientista Winfried Dochner, da Universidade de Hohenheim, na Alemanha, apresentou uma arma inusitada: pílulas anti-arrotos para vacas, noticia a BBCNews.
O especialista alemão afirma que os arrotos dos ruminantes respondem por cerca de quatro por cento das emissões de gás metano no planeta. E a tendência seria de crescimento, já que o consumo de carne está a aumentar"



A gente tem que acreditar em alguma coisa
Bancada Norte

"Morgado iliba pela primeira vez Pinto da Costa no Apito Dourado"
Será? Então, não andaram a dizer "desta vez é que vai ser?"...

27 março 2007

Há dias em que...

vemos a beleza assim

noutros assim

E depois há aqueles em que

não queremos ver nada

22 março 2007

Os outros também dizem

Publicado no insuspeito jornal de Madrid, como se comprova pelo link. Sem mais comentários...

"Vigo no será, finalmente, la sede del secretariado técnico de la Unión Europea (UE) que debe gestionar los programas de cooperación transfronteriza entre España y Portugal entre 2007 y 2013, incluidos los que pongan en marcha Galicia y la Región Norte de Portugal. Badajoz se ha impuesto finalmente a la candidatura gallega, en parte gracias al interés del Gobierno portugués en desincentivar iniciativas que puedan alentar cualquier afán autonomista en torno a Oporto. La Xunta ofrecía como sede parte de las instalaciones del Centro Tecnológico del Mar.
La decisión, que todavía no es oficial pero ya ha sido confirmada por fuentes del Ministerio de Economía y de los Gobiernos de Galicia y Extremadura, da al traste con las aspiraciones de Vigo, cuya candidatura es un proyecto personal del presidente de la Xunta, Emilio Pérez Touriño.
La elección de Badajoz representa un éxito político de la Junta presidida por Juan Carlos Rodríguez Ibarra frente a las aspiraciones gallegas, pero también una victoria económica. De hecho supondrá para la localidad extremeña 19 millones de euros de la UE destinados a poner en marcha la sede del secretariado técnico y sufragar su dotación de personal para gestionar los 350 millones con los que la Unión financiará la cooperación hispanolusa a lo largo de toda la frontera hasta 2013. Badajoz se ocupará también de la parte de ese dinero que corresponde a las iniciativas conjuntas entre Galicia y la Región Norte de Portugal y que fuentes de la Xunta sitúan entre los 80 y los 90 millones para todo el período.
Pero en la decisión de los Gobiernos de Lisboa y Madrid no ha pesado exclusivamente el interés de Extremadura. El deseo del Ejecutivo portugués, presidido por José Sócrates, de desincentivar cualquier posible aspiración autonomista por parte de la Región Norte ha terminado por inclinar la balance del lado contrario a los intereses de Galicia.De hecho, la Xunta tenía mucho interés en hacerse cargo de la gestión de los fondos a través de un nuevo instrumento comunitario, una Agrupación Europea de Cooperación Transfronteriza (AECT), que permitiría a la Región Norte dotarse de un organismo con personaldad jurídica propia, algo de lo que carece en el sistema constitucional portugués. La AECT permitiría a ambos territorios, protagonistas desde hace años de la cooperación a lo largo de la frontera, superar el estrecho marco de la Comunidad de Trabajo, dentro la cual habían venido situando sus iniciativas. La AECT permitiría además, según fuentes de la Xunta, consolidar la relación con el Norte de Portugal cuando se acaben los fondos europeos de cooperación al salvar definitivamente las dificultades derivadas de la naturaleza centralizada del Estado portugués".

06 março 2007

Somos, não escolhemos ser

Pela pena de um forasteiro se explica muito do que, para muitos, parece inexplicável. Miguel Esteves Cardoso derrama o seu génio e deixa-nos a matutar...

“Primeiro, as verdades.
O Norte é mais Português que Portugal.
As minhotas são as raparigas mais bonitas do País.
O Minho é a nossa província mais estragada e continua a ser a mais bela.
As festas da Nossa Senhora da Agonia são as maiores e mais impressionantes que já se viram.
Viana do Castelo é uma cidade clara. Não esconde nada. Não há uma Viana secreta. Não há outra Viana do lado de lá. Em Viana do Castelo está tudo à vista. A luz mostra tudo o que há para ver. É uma cidade verde-branca. Verde-rio e verde-mar, mas branca. Em Agosto até o verde mais escuro, que se vê nas árvores antigas do Monte de Santa Luzia, parece tornar-se branco ao olhar. Até o granito das casas.
Mais verdades.
No Norte a comida é melhor.
O vinho é melhor.
O serviço é melhor.
Os preços são mais baixos.
Não é difícil entrar ao calhas numa taberna, comer muito bem e pagar uma ninharia.
Estas são as verdades do Norte de Portugal. Mas há uma verdade maior.
É que só o Norte existe. O Sul não existe.
As partes mais bonitas de Portugal, o Alentejo, os Açores, a Madeira, Lisboa, et caetera, existem sozinhas. O Sul é solto. Não se junta.
Não se diz que se é do Sul como se diz que se é do Norte.
No Norte dizem-se e orgulham-se de se dizer nortenhos. Quem é que se identifica como sulista?
No Norte, as pessoas falam mais no Norte do que todos os portugueses juntos falam de Portugal inteiro.
Os nortenhos não falam do Norte como se o Norte fosse um segundo país.
Não haja enganos.
Não falam do Norte para separá-lo de Portugal.
Falam do Norte apenas para separá-lo do resto de Portugal.
Para um nortenho, há o Norte e há o Resto. É a soma de um e de outro que constitui Portugal.
Mas o Norte é onde Portugal começa.
Depois do Norte, Portugal limita-se a continuar, a correr por ali abaixo.
Deus nos livre, mas se se perdesse o resto do país e só ficasse o Norte, Portugal continuaria a existir. Como país inteiro. Pátria mesmo, por muito pequenina. No Norte.
Em contrapartida, sem o Norte, Portugal seria uma mera região da Europa. Mais ou menos peninsular, ou insular.
É esta a verdade.
Lisboa é bonita e estranha mas é apenas uma cidade. O Alentejo é especial mas ibérico, a Madeira é encantadora mas inglesa e os Açores são um caso à parte. Em qualquer caso, os lisboetas não falam nem no Centro nem no Sul falam em Lisboa. Os alentejanos nem sequer falam do Algarve - falam do Alentejo. As ilhas falam em si mesmas e naquela entidade incompreensível a que chamam, qual hipermercado de mil misturadas, Continente.
No Norte, Portugal tira de si a sua ideia e ganha corpo. Está muito estragado, mas é um estragado português, semi-arrependido, como quem não quer a coisa.
O Norte cheira a dinheiro e a alecrim.
O asseio não é asséptico - cheira a cunhas, a conhecimentos e a arranjinho. Tem esse defeito e essa verdade.
Em contrapartida, a conservação fantástica de (algum) Alentejo é impecável, porque os alentejanos são mais frios e conservadores (menos portugueses) nessas coisas.
O Norte é feminino.
O Minho é uma menina. Tem a doçura agreste, a timidez insolente da mulher portuguesa. Como um brinco doirado que luz numa orelha pequenina, o Norte dá nas vistas sem se dar por isso.
As raparigas do Norte têm belezas perigosas, olhos verdes-impossíveis, daqueles em que os versos, desde o dia em que nascem, se põem a escrever-se sozinhos.
Têm o ar de quem pertence a si própria. Andam de mãos nas ancas. Olham de frente. Pensam em tudo e dizem tudo o que pensam. Confiam, mas não dão confiança. Olho para as raparigas do meu país e acho-as bonitas e honradas, graciosas sem estarem para brincadeiras, bonitas sem serem belas, erguidas pelo nariz, seguras pelo queixo, aprumadas, mas sem vaidade. Acho-as verdadeiras. Acredito nelas. Gosto da vergonha delas, da maneira como coram quando se lhes fala e da maneira como podem puxar de um estalo ou de uma panela, quando se lhes falta ao respeito. Gosto das pequeninas, com o cabelo puxado atrás das orelhas, e das velhas, de carrapito perfeito, que têm os olhos endurecidos de quem passou a vida a cuidar dos outros. Gosto dos brincos, dos sapatos, das saias. Gosto das burguesas, vestidas à maneira, de braço enlaçado nos homens. Fazem-me todas medo, na maneira calada como conduzem as cerimónias e os maridos, mas gosto delas.
São mulheres que possuem; são mulheres que pertencem. As mulheres do Norte deveriam mandar neste país. Têm o ar de que sabem o que estão a fazer. Em Viana, durante as festas, são as senhoras em toda a parte. Numa procissão, numa barraca de feira, numa taberna, são elas que decidem silenciosamente.
Trabalham três vezes mais que os homens e não lhes dão importância especial.
Só descomposturas, e mimos, e carinhos.
O Norte é a nossa verdade.
Ao princípio irritava-me que todos os nortenhos tivessem tanto orgulho no Norte, porque me parecia que o orgulho era aleatório. Gostavam do Norte só porque eram do Norte. Assim também eu. Ansiava por encontrar um nortenho que preferisse Coimbra ou o Algarve, da maneira que eu, lisboeta, prefiro o Norte. Afinal, Portugal é um caso muito sério e compete a cada português escolher, de cabeça fria e coração quente, os seus pedaços e pormenores.
Depois percebi.
Os nortenhos, antes de nascer, já escolheram. Já nascem escolhidos. Não escolhem a terra onde nascem, seja Ponte de Lima ou Amarante, e apesar de as defenderem acerrimamente, põem acima dessas terras a terra maior que é o “O Norte”.
Defendem o “Norte” em Portugal como os Portugueses haviam de defender Portugal no mundo. Este sacrifício colectivo, em que cada um adia a sua pertença particular - o nome da sua terrinha - para poder pertencer a uma terra maior, é comovente.
No Porto, dizem que as pessoas de Viana são melhores do que as do Porto. Em Viana, dizem que as festas de Viana não são tão autênticas como as de Ponte de Lima. Em Ponte de Lima dizem que a vila de Amarante ainda é mais bonita.
O Norte não tem nome próprio. Se o tem não o diz. Quem sabe se é mais Minho ou Trás-os- Montes, se é litoral ou interior, português ou galego? Parece vago. Mas não é. Basta olhar para aquelas caras e para aquelas casas, para as árvores, para os muros, ouvir aquelas vozes, sentir aquelas mãos em cima de nós, com a terra a tremer de tanto tambor e o céu em fogo, para adivinhar.
O nome do Norte é Portugal. Portugal, como nome de terra, como nome de nós todos, é um nome do Norte. Não é só o nome do Porto. É a maneira que têm e dizer “Portugal” e “Portugueses”. No Norte dizem-no a toda a hora, com a maior das naturalidades. Sem complexos e sem patrioteirismos. Como se fosse só um nome. Como “Norte”. Como se fosse assim que chamassem uns pelos outros. Porque é que não é assim que nos chamamos todos?”

Coisas da lógica



Se 23% dos acidentes de trânsito são provocados pelo consumo de álcool, isto significa que 77% dos acidentes são causados por pessoas que não bebem álcool. Perigosos... esses gajos que não bebem álcool!

01 março 2007

Bancada Norte







Os desgostos que ele nos deu. Havia dias em que não valia a pena chutar, ele defendia tudo. Mas tudo mesmo. Foi um adversário de qualidade. Que fique em paz

09 fevereiro 2007

Era para isto, D. Laura?







"Grupo Amorim exige quase três milhões à Associação de Comerciantes do Porto e aponta “graves violações” do protocolo que viabilizou o polémico Plano de Pormenor das Antas. Verbas para revitalizar comércio tradicional até serviram para pagar multas de trânsito

A empresa Aplicação Urbana II, Investimento Imobiliário SA, acusa a “Comércio Vivo” de nunca ter fornecido elementos que permitissem controlar o destino das verbas e refere mesmo que aquela utilizou parte dessa quantia em “despesas corriqueiras” de funcionamento da instituição, como combustível, limpeza, imposto de circulação e até com uma capa volante, bem como com o pagamento de uma multa de trânsito à PSP.

Mais. Na acção que intentou nas Varas Cíveis do Porto, no início deste ano, a Amorim refere que a Associação levantou 2 milhões 520 mil euros (garantia bancária sobre o BPI), em 29 de Dezembro de 2005, alegadamente para aquisição de dois prédios degradados no Porto e que “até ao presente não comprou os prédios referidos”."

07 fevereiro 2007

06 fevereiro 2007

Palavras perdidas

Sendo assim…
"A procuradora-geral adjunta Maria José Morgado solicitou, através da Procuradoria-Geral da República (PGR), automóveis para toda a equipa de investigação dos processos do ‘Apito Dourado’. Os carros que já foram atribuídos são Mercedes e BMW Série 5, portanto, topo de gama, apreendidos pelas autoridades, apurou o Correio Sport"

Não precisava de dizer que é assim…
"A procuradora Maria José Morgado define a equipa que a acompanha como “pequena, frugal, austera e muito exigente”. Por isso, assegura, apenas dispõe de três carros para se deslocar às 33 comarcas para onde foram parar inquéritos relacionados com o processo Apito dourado"


A justiça dispensa estas incoerências

02 fevereiro 2007

Transparente

La Féria garante sem apresentar documentos

Translúcido

Até ao momento, La Féria não enviou para câmara do Porto nenhum documento que garanta os apoios recolhidos junto de bancos e empresas do norte

Claríssimo

A proposta apresentada por Filipe La Féria para a exploração do Teatro Municipal Rivoli, no Porto, não inclui qualquer documento comprovativo da disponibilidade de entidades bancárias, tais como a Caixa Geral de Depósitos e o Millennium BCP, para apoiar o projecto, tal como foi assegurado pelo produtor na sua proposta escrita

Omo (branco mais branco não há)

Contactados pelo Expresso, quer o BCP, quer a Caixa Geral de Depósitos não confirmam as alegadas disponibilidades para apoiar o projecto de La Féria, explicando que o sigilo bancário não lhes permite tecer comentários sobre negócios com os seus clientes

Os factos (de facto)

Em contrapartida, as restantes candidaturas, nomeadamente a da Plateia – Associação de Profissionais de Artes Cénicas, apresentava documentos que davam garantias de todos os apoios com que contava, além de preencher os 22 requisitos exigidos pela autarquia. A candidatura de La Féria é omissa em pelo menos oito dessas exigências

Fonte: Expresso

Isto é que é ter coragem!

29 janeiro 2007

Cogitação

"Os bombeiros protestam contra as bocas de incêndios. Será por considerarem tratar-se de fuga de informações?"
Anónimo (não é mas não quero dizer o nome)

O pagador e o informador


Sigo atento a tudo o que, publicamente, se relaciona com Maria José Morgado e a cruzada que abraçou chamada Apito Dourado. Por exemplo, a notícia de hoje do CM de que a procuradora vai ouvir Dias da Cunha. Nada de anormal, diria, se a justificação não fossem as declarações de Marinho Neves, que revelou ter sido informador do então presidente do Sporting. Confessou que dizia a Dias da Cunha, com antecedência que podia chegar a 15 dias, quem eram os árbitros que iriam dirigir os jogos do Sporting e que procedimento teriam, chegando ao pormenor dos jogadores que iriam ser alvo de coacção ou até expulsão. O que me espanta é que Maria José Morgado chame Dias da Cunha, o pagante, e não o informador… Para a justiça, quer-me parecer, será mais importante saber como, quando e porquê Marinho Neves tinha todas aquelas informações. Dias da Cunha poderá dizer “sim, é verdade, paguei-lhe para me dar informações”. Para quê? O Sporting já o admitiu…

Daí a sensação de que tudo continua na mesma, ou seja, a única coisa que interessa no Apito Dourado é a exposição pública e atingir um alvo específico. Só isso explicará a histeria em torno da decisão do Sportugal de publicar o despacho com que Maria Morgado reabriu processos já mandados arquivar. Qual é o problema? Se o despacho de um juiz, a reabrir um processo, não é público, então como pode saber-se que o processo foi reaberto? Ou será que Morgado não estava assim tão segura da decisão e seria mas fácil voltar atrás se estivesse em segredo (que não era o de justiça, de certeza absoluta). Já agora, por que razão Morgado – e o próprio Ministério Público – não mandaram revistar as redacções dos jornais, sites, rádios e televisões que revelaram pormenores não só das escutas como dos depoimentos dos arguidos e testemunhas, que, esses sim, supostamente deveriam estar em segredo de justiça? E não se diga que tudo se passou antes da Morgado tomar conta do processo. É que foi ela quem ouviu a senhora Carolina e as pretensas declarações da senhora ex-Pinto da Costa foram feitas precisamente à senhora procuradora…

Quem fez os estudos?



"Conquistadas mudanças em 16 linhas"



Eis mais um exemplo de que vale a pena exercer a cidadania e não baixar os braços perante as más decisões de quem manda. Fica, contudo, uma pergunta sem resposta: as asneiras foram produto de muitas horas de estudos, com certeza, pagos a peso de oiro; agora, quem vai pagar pela incompetência? Quem vai pagar aos utentes os prejuízos resultantes das más decisões?
No dia em que, perante más decisões das causas públicas, os culpados forem condenados, este país terá dado o salto decisivo!

23 janeiro 2007

18 janeiro 2007

16 janeiro 2007

Lagarteiro



O mais esquecido dos bairros sociais do Porto vai melhorar 15 milhões de euros. É o que diz a CDU, ainda que em tom relativamente baixo, porque apenas o “Primeiro de Janeiro” dispôs-se a reproduzir as declarações de Rui Sá. Enfim, é sina de quem vive para lá da Circunvalação. Sendo verdade, é uma óptima notícia para os moradores, mas também para todos os que se interessam pela cidade. Ah, pelo que pode ler-se na notícia, Rui Rio nada tem a ver com o assunto, nem sequer comenta. Não espanta!

Mascarilha, o bandido


Mascarilha ataca mulheres

"A população de Sines está alarmada com os recentes ataques do ‘Mascarilha’, alcunha de um indivíduo mascarado que apalpa as mulheres nos seios e na vagina em plena via pública"

Noutros tempos, era o herói que as salvava!


Persistência

Faz um ano que aqui me instalei. E por cá continuo!

11 janeiro 2007

09 janeiro 2007

Bancada Norte

Repitam lá?

"Taça de Portugal: Benfica e Sporting com jogos complicados"

Não inventei, está lá escrito. O Benfica joga em casa, com o Leiria; o Sporting joga em casa, com o Rio Ave. Para ser fácil, o que seria preciso: o Casa Pia, a jogar com os juniores? E se calhar têm razão, depois do FC Porto cair aos pés do poderoso Atlético.

Orgulho?



Obikwelu eleito Atleta Europeu do Ano



Provavelmente, será motivo de orgulho para muitos portugueses. Não tenho nada contra, mas questiono: porquê tanto barulho quando se fala na possibilidade de atletas naturalizados jogarem na selecção nacional de futebol. Há qualquer coisa de hipocrisia nesta duplicidade de pensamento. E nós que temos a mania de dizer que somos um povo de emigrantes...

Censura


A RTP repetiu no domingo à noite o espisódio de fim do ano do Gato Fedorento... Quer dizer, uma parte, porque na repetição faltou o brilhante momento de Ricardo Pereira a telefonar para a empresa que "gere" os contactos de Alexandra Solnado com Jesus Cristo (diz ela). Cheira a censura!



03 janeiro 2007

Nunca tive dúvidas











"Álcool. Um copito ou dois reduzem risco de ataque cardíaco em hipertensos. O consumo moderado de bebidas alcoólicas pode reduzir o risco de ataques cardíacos em homens com problemas de hipertensão, conclui um estudo publicado terça-feira na revista médica Annals of Internal Medicine"